Londres pede para Moscou não obstruir investigação de ataque químico na Síria

Londres, 8 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, pediu neste domingo para que a Rússia não obstrua a investigação sobre o suposto ataque com armas químicas na cidade síria de Duma, o qual considerou "verdadeiramente terrível".

Johnson explicou que as informações iniciais apontam para um bombardeio que deixou dezenas de mortos e causou entre a população sintomas similares aos produzidos por um armamento químico, o que deve ser "investigado com urgência".

"Os investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) têm todo o nosso apoio. A Rússia não deve tentar obstruir mais uma vez estas investigações", declarou Johnson em comunicado.

O chefe da diplomacia britânica afirmou que, apesar da "promessa" da Rússia em 2013 de garantir que a Síria "abandonaria todas as suas armas químicas", o regime de Bashar al Assad foi "responsável por utilizar gás venenoso em pelo menos quatro ataques distintos em 2014".

"Se for confirmado que o regime utilizou armas químicas mais uma vez, seria um novo terrível exemplo da brutalidade do regime de Assad e seu desprezo flagrante tanto pelos cidadãos sírios como pelas suas obrigações legais", acrescentou Johnson.

O ministro britânico ressaltou que o Reino Unido repudia o uso de armamento químico "por qualquer um, em qualquer lugar".

"Aqueles responsáveis pelo uso de armas químicas perderam toda a integridade moral e devem responder por isso", afirmou.

ONGs que trabalham na Síria informaram neste domingo que os bombardeios em Duma provocaram na população sintomas de asfixia, pulsações cardíacas lentas, queimaduras na córnea, enquanto alguns afetados espumavam pela boca.

"É verdadeiramente terrível pensar que muitas das vítimas parecem ser famílias que tentavam se proteger dos bombardeios em refúgios subterrâneos", indicou Johnson. EFE