França desmantela rede que emitia certificados negativos falsos de Covid-19

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(Arquivo) Sete pessoas foram presas no desmantelamento de uma rede que traficava certificados negativos falsos de Covid-19 para vendê-los a viajantes no aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle, em Paris
(Arquivo) Sete pessoas foram presas no desmantelamento de uma rede que traficava certificados negativos falsos de Covid-19 para vendê-los a viajantes no aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle, em Paris

Sete pessoas foram presas no desmantelamento de uma rede que traficava certificados negativos falsos de Covid-19 para vendê-los a viajantes no aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle, em Paris, informou uma fonte oficial nesta quinta-feira.

A investigação levou à "descoberta (nos celulares das pessoas detidas) de mais de 200 certificados negativos falsos, elaborados de forma imediata para permitir o embarque em voos internacionais", indicou à AFP a promotoria de Bobigny (norte de París).

Os supostos falsificadores - seis homens e uma mulher, com idades entre 29 e 52 anos - "são acusados de falsificação, uso de falsificação e cumplicidade em fraude", assinalou a fonte. Seu julgamento será realizado em março que vem.

A rede, que se aproveitava da obrigatoriedade de apresentação de um teste negativo de Covid-19 antes do embarque no aeroporto, operava de forma simples: seus membros geravam certificados falsos com um papel timbrado de um laboratório real e os encaminhavam aos compradores nas versões em papel e digital, segundo uma fonte aeroportuária.

"Eles vendiam os certificados por 150 a 300 euros", apontou a promotoria. A polícia começou a investigar a rede em setembro, após a "descoberta de um passageiro que havia feito check-in em um voo com destino à Etiópia portando um certificado falso", explicou a fonte.

A pequena rede atendia principalmente viajantes com destino à África, segundo uma fonte aeroportuária. Ela assinalou que os traficantes já eram conhecidos em Roissy como "embaladores" clandestinos de bagagens, atividade que sofreu um duro golpe devido à queda do número de viajantes causada pela pandemia.

Os acusados podem pegar penas de até cinco anos de prisão e 375 mil euros de multa.

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