França diz que Ômicron será variante dominante em breve; governo resiste impor novas restrições

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Ministro da Saúde da França, Olivier Véran, em Paris

PARIS (Reuters) - A França poderá ver em breve 100 mil novos casos diários de Covid-19 devido à rápida disseminação da variante Ômicron do coronavírus, mas o governo não planeja introduzir novas restrições por enquanto, disse o ministro da Saúde, Olivier Véran, nesta quarta-feira.

O presidente francês, Emmanuel Macron, está contando com um programa acelerado de vacinação de reforço para manter o vírus sob controle. Véran disse esperar que entre 22 milhões a 23 milhões de doses de reforço sejam administradas até o Natal, ante 20 milhões nesta quarta-feira.

"O objetivo não é reduzir a velocidade de propagação do vírus, porque a variante é muito contagiosa. O objetivo é limitar o risco de casos graves que sobrecarregam os hospitais", disse Véran à BFM TV.

"É por isso que estamos agindo rapidamente com doses de reforço."

O ministro acrescentou que a variante Ômicron será a cepa dominante do vírus na França até janeiro.

No entanto, ele disse que não há planos neste estágio de impor novas restrições ou prorrogação das férias escolares, embora tenha alertado que nada pode ser descartado.

(Por Sudip Kar-Gupta e Mimosa Spencer)

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