França fixa prazo para convencer Biden a adotar a "taxa Google"

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O ministro francês da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, deixa o Palácio Presidencial do Eliseu após uma reunião de gabinete semanal em 6 de janeiro de 2021 em Paris.

A França está dando "até o verão" para convencer o futuro presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a apoiar a adoção de um imposto internacional sobre os gigantes digitais, disse o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, nesta terça-feira(12).

“Nos concedemos até o verão de 2021 para convencer nosso novo parceiro americano, o governo Biden, a se inscrever neste imposto e nas modalidades definidas no âmbito da OCDE, caso contrário teremos que voltar a uma solução europeia”, disse Le Maire em conferência de imprensa, referindo-se à chamada "taxa Google".

“Todos podem ver que os grandes vencedores desta crise (da covid) são os gigantes digitais, que têm obtido os maiores benefícios, o que torna ainda mais necessário, ainda mais justo, estabelecer um imposto digital em toda a OCDE nos próximos meses", acrescentou.

Em julho de 2019, a França introduziu um imposto sobre as grandes empresas do setor digital, o GAFA (Google, Amazon, Facebook, Apple), que contribuiu com mais de 400 milhões de euros para os cofres do Estado francês.

Paralelamente, foram iniciadas negociações com o apoio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para chegar a um acordo sobre a introdução desse imposto em nível internacional, com padrões aceitáveis para todos os países.

O governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se opõe a esse imposto, frustrou essas negociações e ameaçou a França com retaliação contra produtos franceses icônicos, como o champanhe.

Na quinta-feira passada, porém, anunciou que por enquanto, suspenderia sua aplicação.

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