'A França não luta contra o islã', declara Macron no 'Financial Times'

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O presidente francês Emmanuel Macron teve um artigo publicado pelo Financial Times em que afirma que explica que a luta da França não é contra o islã
O presidente francês Emmanuel Macron teve um artigo publicado pelo Financial Times em que afirma que explica que a luta da França não é contra o islã

"A França luta contra o separatismo islamita, nunca contra o islã", declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, no prestigioso jornal britânico "Financial Times" nesta quarta-feira (4), em resposta a um artigo publicado dois dias antes, mas removido do site.

Em longa "carta ao editor", o presidente francês critica o artigo, em que, segundo ele, é acusado de "estigmatizar os muçulmanos franceses com fins eleitorais; pior ainda, de fomentar um clima de medo e suspeita sobre os mesmos".

Como fez na semana passada na rede de TV do Catar Al-Jazeera, o presidente francês quis explicar, além das fronteiras da França, que sua luta contra o "separatismo islamita" não é uma luta contra o islã, como entenderam muitos muçulmanos em vários países, que reagiram com raiva às suas declarações e pediram um boicote aos produtos franceses.

Depois de relembrar a série de atentados que afetaram a França desde o massacre na revista "Charlie Hebdo" em 2015, que deixaram 300 mortos, Macron explicou que o país está sendo atacado por seus valores, como a laicidade e a liberdade de expressão, e disse que "não recuará" um milímetro.

Para Macron, o "separatismo" islamita é um "terreno fértil para vocações terroristas". "Em alguns bairros e na internet, grupos ligados ao islã radical ensinam aos filhos da França o ódio pela república e pedem o desrespeito às leis", destacou.

"A França pretende lutar contra isso", mas "nunca contra o islã", esclareceu. "Contra o obscurantismo, o fanatismo, o extremismo violento. Nunca contra uma religião. Dizemos: 'não em nosso país'", acrescentou.

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