Procurador despreza investigação contra presidente do Peru por caso Odebrecht

Lima, 30 mar (EFE).- Um procurador desprezou um pedido do Ministério Público para que abrisse uma investigação contra o presidente do Peru, Pedro Paulo Kuczynski, pelo caso de subornos da empresa Odebrecht, informaram nesta quinta-feira fontes judiciais.

"Antes de tomar a decisão, o procurador fez algumas indagações, entre elas o pedido à UIF (Unidade de Inteligência Financeira); depois de ver o relatório, é contundente que não há nenhum sustento para a denúncia do MP", informou uma fonte ao jornal "Peru 21".

Segundo a informação, a decisão foi tomada na quarta-feira pelo procurador Carlos Puma, da Segunda Procuradoria Supraprovincial especializada em crimes de lavagem de ativos.

A Procuradoria Ad Hoc que investiga os supostos subornos outorgados por empresas brasileiras no país, incluída a Odebrecht, tinha solicitado ao Procurador da Nação, Pablo Sánchez, o início de uma "investigação preliminar" contra Kuczynski "por supostas operações suspeitas".

A procuradora Katherine Ampuero apresentou o pedido a partir de reportagens jornalísticas e considerou que existiam "supostas operações suspeitas e supostos fornecimentos da empresa Odebrecht Latinvest Peru a favor da empresa Latin América Enterprise, a qual estaria vinculada ao senhor presidente".

A informação divulgada hoje acrescentou que no começo deste mês a UIF negou ter detectado transferências ilícitas da Odebrecht Latinvest Peru à Latin American Enterprise Found, uma empresa à qual o governante peruano esteve vinculado vários anos antes de seu mandato, que começou em julho do ano passado.

A Odebrecht é investigada no Peru após ter admitido perante a Justiça dos Estados Unidos que entregou US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 para a realização de obras públicas, em um período que compreende os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016). EFE