França: Reprodução assistida tem início difícil para mulheres solteiras e casais de lésbicas

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Casais de lésbicas e mulheres solteiras na França saudaram a vitória em 2021 quando, após dois anos de feroz debate parlamentar, uma lei foi finalmente aprovada permitindo-lhes o acesso à reprodução assistida (PMA, na sigla em francês). Mas o sistema de saúde da França não consegue lidar com o aumento da demanda e os longos atrasos significam que muitas mulheres continuam a buscar tratamento no exterior.

Allison Hird, da RFI

Desde 29 de setembro de 2021, todas as mulheres na França com 43 anos ou menos podem ter acesso a tratamentos de fertilidade, como a fertilização in vitro (FIV) e a inseminação artificial - tratamento antes reservado apenas para casais heterossexuais.

A legalização da reprodução assistida (PMA) para todas as mulheres foi uma das promessas de campanha do presidente francês Emmanuel Macron e, desde que se tornou presidente, esta continua sendo sua única grande reforma social.

Mas o começo do processo tem sido decepcionante, já que as clínicas de fertilidade do país lutam para atender à demanda crescente.

No final de novembro do ano passado, 2.750 solicitações de PMA foram feitas na França por mulheres solteiras ou casais de lésbicas, o triplo do número usual. “É muito mais do que imaginávamos”, admitiu o ministro da Saúde, Olivier Véran, na época.

Uma longa espera


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