França sediará nova conferência internacional de apoio ao Líbano

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Uma visão geral mostra os silos de grãos danificados no porto da capital libanesa, Beirute, em 13 de junho de 2021, quase um ano após a enorme explosão de 4 de agosto que matou mais de 200 pessoas

A França sediará, nesta quarta-feira (4), uma nova conferência internacional de apoio ao Líbano, no primeiro aniversário da explosão no porto de Beirute, durante a qual espera levantar uma ajuda emergencial de pelo menos US$ 350 milhões.

"O objetivo é ajudar novamente a população do Líbano", após uma primeira conferência em agosto de 2020 que arrecadou 280 milhões de euros (cerca de 330 milhões de dólares, ao câmbio atual), logo depois da explosão que matou mais de 200 pessoas, anunciou a Presidência francesa na segunda-feira (2).

"As Nações Unidas estimam que são necessários mais de 350 milhões de dólares (357 milhões de dólares para ser exato) para atender às novas necessidades nas áreas de alimentação, educação, saúde e saneamento básico", acrescentou o Palácio do Eliseu.

Sob mediação do presidente francês, Emmanuel Macron, e do secretário-geral da ONU, António Guterres, a conferência reunirá, por videoconferência, representantes de cerca de 40 Estados e organizações internacionais. Entre eles, estão o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; e o egípcio, Abdel Fatah al Sissi; o rei jordaniano, Abdullah II; e o presidente libanês, Michel Aoun.

Depois dos encontros de 9 de agosto de 2020 e de 2 de dezembro de 2020, esta terceira conferência internacional tratará apenas da ajuda de emergência, e não da ajuda estrutural de que o país necessita. Esta última continua condicionada à formação de um governo capaz de realizar reformas fundamentais.

O Líbano está sem governo desde a renúncia de Hassan Diab e sua equipe, em 10 de agosto de 2020.

Na segunda-feira, o novo primeiro-ministro Najib Mikati anunciou que a formação de um novo governo será adiada até depois do aniversário da explosão do porto de Beirute, já que, mais uma vez, as barganhas políticas obstruem sua tarefa.

Os participantes da conferência "reafirmarão a necessidade de formar rapidamente um governo capaz de implementar as reformas estruturais que os libaneses esperam", disse a Presidência francesa.

A França, cujo presidente esteve pessoalmente envolvido na busca de uma solução para a crise, já restringiu o acesso ao território francês de vários libaneses considerados responsáveis pela obstrução política.

"Continuaremos a aumentar a pressão e, junto com nossos parceiros europeus, tomaremos medidas mais importantes, se o bloqueio político continuar", garantiu o Eliseu.

Um ano após a tragédia, nenhum responsável foi levado à Justiça, e a investigação está paralisada.

"As autoridades libanesas passaram o último ano obstruindo vergonhosamente a investigação pela verdade e justiça das vítimas", lamentou a ONG Anistia Internacional na segunda-feira.

Hoje, a Human Rights Watch (HRW) acusou as autoridades libanesas de negligência criminosa, de violação do direito à vida e de bloqueio da investigação local sobre a explosão devastadora.

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