França vê corrida por vacinas após anúncio de restrições aos não imunizados

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Campanha de vacinação contra Covid-19 em Angers

PARIS (Reuters) - Centenas de milhares de pessoas na França correram para tentar agendar suas vacinações após o presidente do país alertar que os não vacinados poderiam enfrentar restrições adotadas com o objetivo de conter a rápida propagação da variante Delta.

Ao anunciar medidas para combater o aumento de infecções, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na noite de segunda-feira que a vacinação não será obrigatória para o público por ora, mas ressaltou que restrições seriam focadas nas pessoas que não se vacinaram.

Macron disse que profissionais de saúde têm que se vacinar até o dia 15 de setembro ou enfrentarão consequências não especificadas, uma declaração que enfureceu alguns funcionários do setor.

O presidente também afirmou que um passe de saúde exigido para participar de eventos de grande escala agora seria usado muito mais amplamente, incluindo para entrar em restaurantes, cinemas e teatros.

Stanislas Niox-Chateau, diretor do Doctolib, um dos maiores websites utilizados para o agendamento de vacinações, disse à rádio RMC que o número de pessoas buscando horários para vacinar bateu recordes após o anúncio do presidente.

Em quase 24 horas, cerca de 1,7 milhão de horários foram agendados pelo Doctolib, segundo o website, e o número de vacinações diárias atingiu uma nova máxima na terça-feira.

"Hoje são 792.339 pessoas recebendo a primeira dose, um novo recorde. Esse impulso precisa se amplificar e continuar nas próximas semanas", disse o primeiro-ministro Jean Castex no Twitter.

A França vacinou quase 53% de sua população com pelo menos uma dose e 37% estão totalmente vacinados.

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