Franceses não podem sentar nem ficar parados em praias liberadas

EXTRA com agências internacionais
Ar fresco: franceses caminham na praia La Baule após o relaxamento do isolamento social

Depois de permanecerem fechadas por quase dois meses para combater a pandemia de coronavírus, várias praias da costa atlântica da França voltam a receber banhistas ontem. Mas, apenas para banho, pesca e esportes individuais. A praia de La Baule, conhecida como uma das mais bonitas da Europa, reabriu temporariamente.

O mesmo foi decidido para as praias de areia branca de Pornichet e para a grande praia de Les Sables-d’Olonne, de onde saiu a mítica volta ao mundo solo, a Vendée Globe.

“Qualquer presença estática, sentada ou deitada, é proibida”, bem como “a prática de piquenique”, disse a prefeitura da região de Loire-Atlantique, no Twitter.

Também são proibidas reuniões de mais de dez pessoas, atividades físicas coletivas, festas e consumo de álcool. A prefeitura justificou a reabertura das praias, como as de Pornichet e La Baule, como uma necessidade de “manter a atratividade econômica e turística” dessas cidades.

Com quase 27 mil mortes, a França é um dos países mais atingidos no mundo pelo novo coronavírus. Depois de registrar uma queda no número de mortes e de pacientes graves, as autoridades decidiram suspender, parcialmente, o confinamento.

Com o controle dos casos de Covid-19 em boa parte da Europa, países como a República Tcheca, a Alemanha e a Áustria começam a planejar a reabertura gradual de suas fronteiras. A União Europeia também se posicionou em favor da reabertura, com a elaboração de um plano de três etapas em que afirma ser possível salvar parte da temporada turística do verão no hemisfério norte e, ao mesmo tempo, manter a população segura.

Buscando conter a pandemia, ao menos 17 nações integrantes do Acordo de Schengen, cujas fronteiras são comumente invisíveis, impuseram controles de emergência em seus territórios, suspenderam voos, trens e o fluxo de pessoas. Agora, começam a retomada de suas atividades em ritmos diferentes, a depender de como foram afetados pelo coronavírus.