Frase 'é coisa de preto' vaza durante sessão na Câmara de SP; vereadora acusa Camilo Cristófaro

*ARQUUVO* SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRASIL -05 /10/16 -15 :00h - Vereador Camilo Cristófaro. ( Foto: Karime Xavier / Folhapress)
*ARQUUVO* SÃO PAULO / SÃO PAULO / BRASIL -05 /10/16 -15 :00h - Vereador Camilo Cristófaro. ( Foto: Karime Xavier / Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A vereadora Luana Alves (PSOL) acusou o vereador Camilo Cristófaro (PSB) de proferir uma frase com cunho racista durante sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Aplicativos na Câmara Municipal de São Paulo, na manhã desta terça-feira (3).

A Folha de S.Paulo recebeu da assessoria de Luana o trecho do vídeo da sessão no qual é possível ouvir a frase "é coisa de preto, né". A reunião foi interrompida em seguida, após a frase ter sido escutada no sistema de som da Câmara. Depois prosseguiu.

Cristófaro diz que a denúncia não procede. Logo no início da sessão, Luana pediu que equipe técnica da Casa disponibilizasse o áudio.

"Me mostre uma prova. Não existe", escreveu o vereador à reportagem. "Não existe absolutamente nada, 70% dos que me acompanham são afros. E me orgulho deles", completou Cristófaro.

Segundo a assessoria de imprensa da vereadora, Cristófaro usou a expressão "coisa de preto" em uma frase em que falava da sujeira nas calçadas.

"Infelizmente a gente tem o início dessa sessão tumultuada por causa de um áudio, que aparentemente tem a voz do vereador Camilo Cristófaro. Ele pronuncia uma fala extremamente racista", disse a vereadora.

"Eu não queria acreditar que essa fala existiu, mas infelizmente existiu. Conversamos ali atrás, e pedi à secretaria da mesa as notas taquigráficas. Foi acordado que todos são testemunhas de ações posteriores que venham a decorrer dessa fala infeliz do vereador", completou Luana.

Adilson Amadeu (União Brasil), que preside a CPI dos Aplicativos, solicitou que Cristófaro fosse à Câmara para esclarecer o episódio.

Cristófaro participava de forma virtual da sessão, enquanto Luana compõe a bancada da CPI dos Aplicativos.

A Folha questionou a presidência da Câmara para saber quais medidas poderão ser tomadas, mas ainda não obteve resposta.

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