Freddy Rincón será enterrado neste sábado enquanto polícia ainda investiga acidente que matou ex-jogador

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CALI — O velório do ex-jogador de futebol Freddy Rincón será realizado neste sábado, a partir das 10h (12h no Brasil), no estádio Pascual Guerrero, em Cali, na Colômbia. A despedida será aberta ao público e deve terminar 18h, quando o corpo será levado ao cemitério Metropolitano del Sur, onde apenas a família poderá acompanhar o sepultamento.

Nesta quinta-feira, uma multidão se reuniu na cidade natal do ídolo colombiano, Buenaventura, para se despedir de Rincón. Uma caravana de centenas de motociclistas, ônibus e carros seguiu o caminhão dos bombeiros que transportou o caixão por várias ruas até o ginásio Roberto Lozano Batalla, onde foi velado. No dia seguinte, o corpo foi transportado para Cali.

No domingo, o ex-jogador será homenageado durante a partida entre os times América e Deportivo de Cali, um clássico na cidade. Os jogadores vão entrar em campo usando a camisa 19, número que era utilizado por Rincón. O colombiano jogou pelo América ainda no início da carreira. Passou quatro temporadas no time e depois seguiu a carreira internacional.

Rincón sofreu um acidente de trânsito na madrugada de segunda-feira, quando o carro onde ele estava e um ônibus colidiram, e morreu aos 55 anos na quinta-feira. As autoridades ainda investigam o caso. Conforme o jornal El Tiempo, até o momento, colheram apenas um depoimento: o de Lorena Cortés, uma das duas mulheres que viajava com o ex-jogador. Ela afirmou que Rincón estava dirigindo, o que a família dele nega. A outra passageira, María Manuela Patiño, saiu praticamente ilesa do acidente mas ainda não disse nada às autoridades.

Testemunhas que estavam no local do acidente dizem que havia outros dois homens no veículo. A dupla teria descido do carro e entrado em um táxi que estava passando na rua. A polícia conseguiu identificar a placa do táxi, mas ainda não localizou o motorista nem os passageiros.

O dono do carro em que estava Rincón é Tomás Humberto Díaz Valencia, meio-irmão do ex-jogador. Inicialmente, ele foi apontado como o condutor, mas, em entrevista, disse que não o via "há semanas".

A mãe do motorista de ônibus que colidiu no carro onde estava o ídolo de futebol defendeu o filho em entrevista ao portal "Semana", antes do anúncio da morte.

— Meu filho não foi culpado. Ele está bem emocionalmente. Logicamente não está preparado para que algo assim aconteça, mas está muito calmo, não se sente culpado pelo que aconteceu, pois como visto no vídeo que circulou nas redes, meu filho não tem culpa pelo que aconteceu — afirmou Clara Jazmín Beltrán.

O próprio motorista, identificado como Jorge Eduardo Muñoz, de 28 anos, relatou à rádio "Tropicana Cali" que passou do sinal quando a luz já estava verde e o da outra rua estava vermelho.

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