Wassef nega acusação de injúria racial: "já namorei uma negra e meu avô era meio mulato"

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Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images
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Ex-advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef negou ser racista após ser acusado de injúria racial por uma atendente de pizzaria em Brasília. A jovem registrou boletim em que alega ter sido chamada de “macaca” pelo advogado.

"Já namorei uma negra, o meu avô, pai de meu pai, era mulato, meio mulato. Não sou racista. Inclusive, meu pai mesmo tem o cabelo bem pixaim, encaracolado", alegou o advogado, em entrevista à jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.

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Segundo o relato da vítima, Wassef reclamou da pizza e questionou se a atendente havia experimentado o prato. Ela respondeu que não, ao que ele retrucou: “Você é uma macaca! Você come o que te derem".

Wassef classificou a acusação da jovem como uma “farsa” planejada pelo gerente da pizzaria, que já teria tentado prejudicá-lo em ocasiões anteriores.

"Estão mentindo e armando para destruir a minha imagem e minha reputação, me incriminar. Jamais na minha vida destratei qualquer pessoa, não sou nem fui racista, tenho grandes amigos irmãos negros", defendeu-se o advogado que ganhou repercussão nacional ao abrigar Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), acusado de ser operador financeiro do esquema das rachadinhas atribuído ao agora senador quando ele atuava como deputado no Rio de Janeiro.

Além de negar a acusação, Wassef se diz vítima de “crime de calúnia”. Ele foi à delegacia nesta quinta-feira (12) para prestar queixa contra a funcionário por denunciação caluniosa.

"Quem está patrocinando isso? Quem está por trás disso? Arquitetaram um plano. Alguém contratou, patrocinou e pagou advogados caros e famosos de Brasília. Em nenhum momento eu chamei a moça de macaca, nem chamei de negra. Importante dizer, ela não é negra", alegou o advogado.

Ao Globo, Wassef diz que o arquiteto da suposta fraude contra si é um “antibolsonarista radical” e afirma já ter sido destratado pelo homem diversas vezes.

"Já o vi me filmando, porque me reconheceu como advogado de Bolsonaro. Pelas informações que apurei, ele não gosta do Bolsonaro, é antibolsonarista radical, sempre me destratou. Ele é um desafeto que não gosta de mim por motivos ideológicos e políticos. Usou uma funcionária nova, fez a cabeça dela, arrumou quem patrocinasse advogados, coisa e tal, arquitetaram esse plano e, três dias depois, levaram a cabo", alega Wassef.