Frei é suspeito de atropelar homem após furto a paróquia em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil investiga o caso de um homem atropelado em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, supostamente após ter furtado uma paróquia na cidade. Apurações preliminares apontam que o condutor do veículo seria um frei, de acordo com a polícia. O caso ocorreu na noite do último sábado (7).

Imagem de uma câmera de monitoramento instalada na avenida Tiradentes flagrou o momento em que a vítima corre pela calçada com alguns objetos nas mãos e, instantes depois, é atingida por um carro branco, que a joga contra um imóvel.

O vídeo ainda revela que o condutor do automóvel engata marcha ré e deixa o local sem prestar socorro. Posteriormente, a vítima foi socorrida na Santa Casa da cidade, onde permanece em estado grave. O homem é suspeito de ter furtado a Paróquia de São Sebastião de Santa Cruz do Rio Pardo.

A Diocese de Ourinhos disse que apura os fatos.

À reportagem, o delegado Antonio José Fernandes Vieira, titular da Seccional de Ourinhos, confirmou que o automóvel pertence à igreja. Ainda segundo ele, tudo leva a crer que o carro era conduzido por um frei, que desapareceu após o episódio. O veículo envolvido no acidente também não havia sido localizado até a tarde desta segunda-feira (9).

Vieira disse que o homem continuava internado em estado grave, sendo que uma das lesões seria uma fratura no fêmur.

O padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, publicou o vídeo do atropelamento em sua redes sociais. O religioso escreveu que "um crime não justifica o outro".

A pedido da reportagem, Lancellotti explicou a diferença entre ser um padre e ser um frei.

"Um frei pode não ser padre, ser só frei. E um frei pode ser frei e padre. O frei é de uma congregação religiosa, e nem todos os padres são de congregação religiosa. Sou padre e não sou frei. Este que está envolvido nessa questão é um frei que é padre também. É um frei dominicano que foi ordenado padre, porque ele é da ordem dominicana."

A tentativa de homicídio e o suposto furto estão sendo investigados pela delegacia de Santa Cruz do Rio Pardo.

Procurada, a Santa Casa de Santa Cruz do Rio Pardo disse, por telefone, que não tinha autorização para passar o quadro de saúde do paciente.

A Diocese de Ourinhos afirmou, em nota divulgada em sua página no Facebook, que apura os fatos e que providências cabíveis serão tomadas. O documento é assinado pelo bispo dom Eduardo Vieira dos Santos e pelo frei André Luís Tavares, responsável pela Provincial dos Dominicanos do Brasil.

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