Freixo defende adesão do PSOL a bloco de Maia à presidência da Câmara

Natália Portinari
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Guito Moreto / Agência O Globo

BRASÍLIA — O deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) divulgou uma nota, nesta segunda-feira, defendendo a adesão da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados ao bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na eleição da presidência em fevereiro do ano que vem.

Classificando o conjunto de partidos de centro e esquerda como um "bloco democrático para disputar a presidência da Câmara e deter o avanço do bolsonarismo no Parlamento", Freixo defende que o PSOL apoie o bloco de Maia para barrar o nome do candidato governista Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão.

Veja: href="https://oglobo.globo.com/brasil/maia-diz-que-candidato-de-seu-bloco-deve-ser-definido-ate-quarta-feira-1-24806880">Maia diz que candidato de seu bloco deve ser definido até quarta-feira

O bloco conta com onze partidos: DEM, MDB, PSDB, PSL, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, Rede e PCdoB. Baleia Rossi (MDB-SP) é o favorito como candidato, mas conta com resistência de senadores de seu partido. Eles acreditam que sua candidatura na Câmara pode atrapalhar um nome do MDB no Senado.

"Há enormes diferenças entre as forças que compõe essa coalizão, e essa união não tem a pretensão de eliminá-las. Nós temos e manteremos nossas concepções distintas sobre política, economia, cultura e o papel do Estado e sua relação com a sociedade", diz Freixo.

"Entretanto, existe algo em comum que nos une e é muito maior do que as nossas diferenças: a crença nos valores do Estado Democrático de Direito e a certeza de que é nosso compromisso defendê-lo diante das ameaças explícitas do presidente da República."

"Nós democratas temos o dever histórico de impedir a reeleição de Bolsonaro em 2022. E derrotá-lo na disputa para a presidência da Câmara dos Deputados é etapa fundamental nessa caminhada", pontua.

Os partidos do bloco de Maia se reuniram nesta segunda-feira na residência oficial para discutir a escolha do nome. Entre os líderes, a escolha de Baleia Rossi é tida como certa, mas o PT quer apresentar um nome próprio para a disputa, que líderes concordaram em apreciar.

A apreciação do nome de esquerda, em respeito aos partidos que ingressaram no bloco — PSB, PDT, PCdoB e PT — é simbólica, mas não deve alterar o favoritismo de Baleia, presidente do MDB e líder do partido na Câmara.

Senadores do MDB no Senado tentaram na última semana resistir à sua candidatura para fortalecer um senador do partido como candidato, mas deputados aliados de Baleia Rossi consideram que esse movimento não deve deter sua candidatura.