Freixo e aliados denunciam intimidação por parte de deputado bolsonarista e apoiadores, na Tijuca

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Uma agenda de pré campanha do candidato ao governo Marcelo Freixo (PSB), com militantes e aliados, como o vereador Reimont (PT) e a deputada federal Jandira Feghali, terminou em confusão na Praça Saens Peña, na Tijuca, na manhã deste sábado (16). Segundo os apoiadores de Freixo, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB) e seu irmão, vereador e atual secretário estadual de Defesa do Consumidor Rogério Amorim (PTB) — apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) — foram ao local acompanhado de seguranças, fazendo provocações. Durante a confusão, bandeiras foram rasgadas, e houve hostilidades e brigas.

Há alguns anos, partidos de esquerda se organizam em uma "esquina democrática" na Praça Saens Peña, onde costuma acontecer uma caminhada com militantes e parlamentares. Neste sábado, o evento contou com a presença do deputado Marcelo Freixo, e reuniu quase 100 pessoas. Segundo os presentes, o deputado estadual Rodrigo Amorim chegou após o início da caminhada, acompanhado de outras dezenas de apoiadores, e foi então que as provocações começaram. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o clima de hostilidade nas ruas, e Amorim bastante exaltado.

— Eles começaram a seguir o nosso grupo que estava na praça. No início, achamos que eles só iam gritar, cantar, mas eles foram para cima dos militantes, botando dedo em riste, empurrando, nos chamando de bandido e marginal. Alguns responderam que eles eram milicianos, e então se exaltaram ainda mais, e quebraram bandeiras — explicou o advogado Rodrigo Mondego, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ e pré candidato a deputado estadual pelo PT. — Não foi algo espontâneo. Eles se organizaram para atacar a nossa mobilização.

Após o ocorrido, Mondego e outros militantes foram à 19ª DP para registrar ocorrência. Segundo ele, houve crimes de injúria, difamação, calúnia, ameaça e de dano qualificado com emprego de violência.

— Pelo menos cinco seguranças estavam armados. Ninguém puxou arma, mas eles deixavam de forma nítida a arma na cintura. Todo mundo ficou com muito medo e aflito, o receio é que acontecesse um novo caso Marcelo Arruda (dirigente petista que foi assassinado por um apoiador de Bolsonaro em Foz do Iguaçu) — disse Mondego, que detalhou as ameaças. — Eles chegaram a falar "vocês estão andando em grupo agora, mas depois vão andar sozinhos. Fiquem de olho".

Assessor do vereador Reimont (PT), Divino Silveira também testemunhou as hostilidades. Ele disse que o partido irá registrar o caso junto ao TRE, além da delegacia, pois foram impedidos de realizar atividade política programada.

— Faço campanha desde 1989, e o que aconteceu hoje não é normal. Quando iniciamos nossa caminhada, dentro da feira, chegou uma van, com umas 30 pessoas e os dois irmãos Amorim. Primeiro eles ficaram nos filmando e depois nos cercaram, e então começou a discussão e recuamos para fora da feira, até para não correr risco de alguma barraca quebrar. Aí houve correria e eles pegaram uma bandeira nossa. Eles não vieram fazer campanha, mas sim atrapalhar o ato da esquerda que estava anunciado.

Também presente ao evento, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) se manifestou sobre a confusão, em vídeo postado nas suas redes sociais.

— Tinha deputado estadual aqui, o Rodrigo Amorim, esse cara que tem coordenado as ações violentas na rua. Quando anunciam agenda, eles vêm atrás, para fazer provocação. Estivemos no TSE essa semana, falando com o ministro Alexandre de Moraes, para conversar sobre prevenção e punição da violência. Essa denúncia vai para o TSE e para a delegacia. Isso não pode acontecer, as pessoas têm que ter a liberdade de estarem na rua, com suas bandeiras e blusas. Hoje eles rasgaram bandeiras, tentaram impedir que a gente falasse com as pessoas, e por pouco não tem consequência pior.

Pré candidato a deputado estadual pelo PSB, Pratinha também repudiou os ataques.

— O Rodrigo Amorim quer fazer mais uma placa da Marielle — afirmou Pratinha, em alusão ao episódio em que Amorim, acompanhado do deputado federal Daniel Silveira, quebrou uma placa de Marielle Franco, durante a campanha de 2018. — Eles vieram para intimidar, sem pudor. Mortes pelo Brasil estão acontecendo, isso é o fim da democracia.

Procurado, o deputado Rodrigo Amorim ainda não se pronunciou

No Twitter, a página oficial do PT do Rio se manifestou, e cobrou segurança: "Rodrigo Amorim ameaçou militantes que acompanhavam a nossa atividade com @marcelofreixo na Tijuca. Não nos calaremos diante do ódio bolsonarista. Eles não tem como explicar a situação em que deixaram o Brasil e, por isso, buscam apelar pra violência. O amor vai vencer o ódio!" diz a nota.

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