Frejat faz show gratuito com a Orquestra Sinfônica Heliópolis

Sérgio Luz

Saem os paredões de amplificadores , entram os violinos, violas, violoncelos, a batuta do regente e naipes de sopros. Expoente da frutífera geração do rock brasileiro dos anos 1980 — ao lado de Cazuza, no Barão Vermelho, escreveu alguns dos maiores clássicos do cancioneiro roqueiro daquela década —, Frejat é o convidado da Orquestra Sinfônica Heliópolis, em concerto no qual mostra parte de seus grandes sucessos, na Praia de Copacabana, neste domingo (24/11).

— Já toquei antes nesse formato, num show do Prudential Concerts e outro com a própria OSH, mas eram outros projetos. Os arranjos agora são novos, feitos pelo Jether Garotti. E fiquei bastante emocionado, o menino não economizou na caneta, é rock n’ roll mesmo — afirma Frejat.

Sob regência do maestro Edilson Ventureli, a OSH apresenta uma parte instrumental no programa, e depois recebe o músico, num concerto de cerca de 40 minutos de duração.

— A minha parte traz várias canções do meu repertório, como “Pro dia nascer feliz”, “Por você” e “Segredos”, que já tinha cordas na versão original. Mas agora é diferente, tem muito mais peso, é uma porrada sonora de metais e cordas. Vou tocar violão e guitarra o tempo todo, com bateria e baixo em alguns números também, para dar a consistência pop da minha música — diz.

Acostumado a anos e anos de palcos ao lado de uma banda de rock, tanto no Barão Vermelho quanto em sua carreira solo, Frejat diz que tocar com uma orquestra traz outra sensação.

— É impressionante quando você ouve música popular com esses arranjos, porque a construção de uma orquestra proporciona uma imponência, dá uma riqueza enorme. E eles têm uma molecada boa, um corpo sinfônico de gente jovem metendo bronca nos instrumentos sinfônicos. A força das cordas e dos metais juntos é muito diferente de uma caixa Marshall — compara.

De acordo com o artista, a troca musical com tantos instrumentistas diferentes num mesmo espetáculo “cria uma sintonia muito bonita”:

— É algo que te contamina no palco, aquilo vem e te atropela, é tipo pegar onda, tem uma força por trás que te leva em frente. Todos emanam uma vibração enorme, com outra energia você vê sua música num outro lugar — resume.

Onde: Praia de Copacabana s/nº, Copacabana. Quando: Dom, às 17h. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.