Frio deixa pista congelada em SC; fim de semana será de baixas temperaturas em grande parte do país

O frio registrado neste sábado em Santa Catarina congelou até a alguns trechos da rodovia SC-390. A Polícia Militar Rodoviária do estado (PMRv) precisou jogar 25 kg de sal no chão para eliminar o gelo na Serra do Rio do Rastro, entre os municípios de Urubici, São Joaquim e Lauro Muller. Segundo a Epagri/Ciram, a mínima do dia chegou a -5,8 graus em Urupema e - 4,16 graus em São Joaquim.

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O registro é só uma das consequências da onda de frio que atinge grande parte do país neste fim de semana. A poucas semanas de o outono terminar e dar lugar ao inverno, a tendência é de temperaturas baixas ao longo do dia, no sábado e no domingo, mesmo com a incidência do sol. De acordo com o MetSul, as madrugadas de domingo e segunda-feira também serão mais geladas em decorrência de uma geada generalizada, que deve atingir grande parte do Centro-Sul do Brasil

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Os termômetros devem marcar temperaturas abaixo de zero ao amanhecer em várias cidades. O ar frio também trará queda de temperatura na região Sul e em parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

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De acordo com o meteorologista Marcio Cataldi, da Universidade Federal Fluminense (UFF), a previsão é de que uma frente fria chegue hoje à noite ao país, o que pode ocasionar pancadas de chuva localizadas por conta da circulação da massa de ar. A tendência é que as condições melhorem no domingo, embora as temperaturas caiam em diversas regiões.

— Estamos com a previsão da chegada de uma massa de ar polar, que não deve ser como a de maio, mas que vai derrubar as temperaturas. Ela vai trazer geadas fortes em diversos pontos do sul do Brasil sábado e domingo, mas esse frio também vai atingir parte da região Norte, mais uma vez no fenômeno friagem, o que vai produzir nebulosidade e provocar chuvas fortes — aponta o meteorologista do Inmet Mamedes Luiz Melo.

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Outro fenômeno que intervém no clima neste período do ano é o La Niña. Trata-se do resfriamento das águas do oceano pacífico tropical, influenciando na incidência de chuvas em diversas regiões do Brasil e potencializando a incidência de chuvas nas regiões Norte e Nordeste, mas aumentando o risco de seca ou de chuvas irregulares na Região Sul.

— Isso modifica a circulação geral da atmosfera. O La Niña já vem atuando há dois anos. Para a gente aqui no Brasil, traz um inverno mais rigoroso, algumas chuvas mais rigorosas no Norte e no Nordeste. Quando essas massas de ar polar entram, elas organizam frentes frias, que trazem grandes volumes de chuva. Mas trata-se de uma característica normal do período porque a água do oceano está mais quente do que o continente, o que forma os tradicionais ciclones extratropicais — diz Melo.

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