Frio extremo no outono argentino pode indicar neve e temperaturas abaixo da média no Brasil

O frio extremo enfrentado pela vizinha Argentina, que viveu entre março e maio o outono mais gelado em 46 anos, de acordo com dados do Serviço Nacional de Meteorologia (SMN), pode servir como o prenúncio de um inverno também com temperaturas abaixo da média no Brasil, de acordo com artigo publicado pela meteorologista Estael Sias, do MetSul, que prevê a possibilidade até de neve no Sul do país.

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Segundo a especialista, os dados apontam que desde 1976 – ano recorde – a Argentina não registrava temperaturas tão baixas nesta mesma época, o que põe 2022 em quinto lugar na série histórica de outonos mais frios, com uma anomalia ao redor de -0,8 graus. A meteorologista traça um paralelo e mostra que, justamente nos anos mais frios registrados no país vizinho na série histórica, o Sul do Brasil também acabou seguindo o mesmo caminho.

Em 1965, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina registraram uma grande onda de neve, com acúmulos acima do normal em cidades do Norte gaúcho, como Passo Fundo, Soledade, Lagoa Vermelha, Cruz Alta e Ijuí, e precederam um evento extremo de chuva em cidades do Oeste catarinense e do Sudoeste paranaense.

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Em 1984, o Sul também encarou uma nevada no mês de agosto, com direito a flocos de neve que cobriram carros, casas e árvores em Porto Alegre. Em 1976, os meses de junho, julho e agosto registraram também temperaturas abaixo da média no Sul.

A especialista explica no artigo que este outono mais frio desde 1976 na Argentina é mais um indicativo por analogia de que o inverno deste ano no Sul do Brasil ou se encaminha para ser rigoroso ou, no cenário mais provável, marcado por episódios extremos de frio e com chance de neve. Sias, no entanto, pondera que a grande dificuldade é que o clima no mundo hoje está diferente do que há 40 ou 50 anos, o que torna a analogia mais complexa que até o final deste século.

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