Frio no Texas liberou toneladas de poluentes no ar com fechamento de refinarias

Laura Sanicola e Erwin Seba
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Por Laura Sanicola e Erwin Seba

NOVA YORK/HOUSTON (Reuters) - As maiores refinarias de petróleo dos Estados Unidos liberaram toneladas de poluentes nos céus do Texas nesta semana, de acordo com dados disponibilizados ao Estado, enquanto uma crise ambiental, causada pelo frio excessivo, provocou outra.

Refinarias e usinas petroquímicas ao longo da costa do Golfo nos EUA correram para interromper a produção, enquanto uma massa de ar do Ártico se espalhou para uma região não acostumada com as temperaturas tão baixas.

O frio extremo, que matou pelo menos vinte pessoas no Texas e deixou 4 milhões de pessoas sem energia em seu auge, também atingiu a geração de gás natural e energia elétrica, cortando o fornecimento necessário para o funcionamento das instalações.

Os apagões levaram a queimas ou liberação de gases, para prevenir danos às suas unidades de processamento. A queima escureceu os céus do leste do Texas com fumaça visível por quilômetros.

"Essas emissões podem ofuscar as emissões normais das refinarias em ordem de magnitude", disse Jane Williams, diretora da Equipe Nacional de Ar Limpo do Sierra Club.

Segundo Williams, as agências reguladoras dos EUA precisam mudar suas políticas que permitem "que essas emissões gigantescas ocorram com impunidade".

As cinco maiores refinarias emitiram quase 153 mil quilogramas de poluentes, incluindo benzeno, monóxido de carbono, sulfeto de hidrogênio e dióxido de enxofre, de acordo com dados preliminares disponibilizados à Comissão de Qualidade Ambiental do Texas (TCEQ, na sigla em inglês).