Frota se diz alvo de preconceito ao deixar grupo de transição do governo Lula

Após ataques, Alexandre Frota desistiu de participar de equipe de transição do governo Lula (PT) - Foto: Reprodução
Após ataques, Alexandre Frota desistiu de participar de equipe de transição do governo Lula (PT) - Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (24) o deputado federal Alexandre Frota afirmou que vai deixar a equipe de transição para o futuro governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alegou ter sofrido preconceito.

Em entrevista ao colunista Guilherme Amado do Metrópoles, Frota disse ter desistido do convite após reação entre artistas desde que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin anunciou seu nome.

“Primeiro, eu não esperava o convite da equipe de transição, e partiu de maneira natural do Geraldo Alckmin e do Felipe, vice-presidente do PROS, por todo o trabalho que realizei defendendo a cultura todos esses anos. Inclusive minha briga com o Bolsonaro se deu nesse tema. Mas nem tive tempo de responder se aceitaria ou não o convite, devido aos ataques que recebi por parte da esquerda sapatênis do Leblon”, disse Frota.

O deputado federal disse ainda que, antes de sua desistência, o ex-ministro Aloizio Mercadante telefonou para ele e ofereceu outras opções na transição, de maneira a estancar a crise com artistas que se mobilizaram para pressionar por sua saída.

“Mercadante me ligou preocupado com os ataques e os movimentos covardes do Zé e da gangue dele, me propôs outras coisas, mas eu não tenho interesse em nada”, lembrou o parlamentar.

Alexandre Frota foi anunciado como membro da equipe de transição na última terça-feira (22) pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB). Junto ao deputado, foram anunciados outros parlamentares, como a deputada federal Benedita da Silva, também na área da Cultura; a vereadora mineira e deputada federal eleita Duda Salabert, nos Direitos Humanos, e a também deputada Marília Arraes, de Pernambuco, no Desenvolvimento Regional.