'Fruto do ódio disseminado por esse governo', diz grupo de advogados sobre assassinato de petista

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O grupo Prerrogativas, composto por juristas, advogados e professores, elaborou neste domingo (10) uma nota em que responsabiliza o governo de Jair Bolsonaro (PL) pela morte do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda.

O militante petista foi assassinado na noite de sábado (9), em Foz do Iguaçu (PR), durante sua festa de aniversário de 50 anos. A decoração do evento tinha o Partido dos Trabalhadores como tema.

Segundo o boletim de ocorrência, o policial penal federal bolsonarista José da Rocha Guaranho passou em frente ao local da festa e afirmou: "Aqui é Bolsonaro". Houve uma discussão sucedida por troca de tiros, e ambos morreram.

"O governo Bolsonaro, desde a sua posse, estimula a compra de armas e estimula a criação de inimigos políticos que devem ser estigmatizados e odiados por parte da sociedade brasileira", afirma o grupo Prerrogativas, um dos mais vocais opositores da Operação Lava Jato e apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos últimos anos.

"Infelizmente não foi um caso isolado. Foi fruto do ódio disseminado por esse governo contra qualquer um que pense diferente", segue, em nota. A articulação ainda afirma que Marcelo de Arruda foi assassinado por ser petista e por acreditar em uma sociedade plural, democrática e inclusiva.

"O grupo Prerrogativas se solidariza com a família de Marcelo nesse momento de profunda dor e pede a todos os democratas que se levantem contra a intolerância que avança sobre nosso país", diz ainda.

Além da nota, na tarde deste domingo o grupo enviou uma coroa de flores para o velório do guarda municipal.

O assassinato do militante ocorre em meio a episódios ligados a ameaças, ataques e tensão relacionados à pré-campanha eleitoral no Brasil.

Na última quinta (7), um evento com apoiadores do petista na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, foi alvo de um artefato explosivo. A bomba caseira, aparentemente feita de garrafa PET, foi lançada do lado de fora da área isolada em frente ao palanque, antes da chegada de Lula.

No último dia 15, apoiadores do ex-presidente foram alvo de drone com fezes antes de um ato com a presença de Lula em Uberlândia, Minas Gerais.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a Polícia Federal decidiu antecipar e reforçar o aparato de segurança do ex-presidente Lula.

Leia, abaixo, a íntegra da nota elaborada pelo grupo Prerrogativas neste domingo:

"O amor vai vencer o ódio. Resistiremos, para reconstruir e reconciliar o país

O governo Bolsonaro, desde a sua posse, estimula a compra de armas e estimula a criação de inimigos políticos que devem ser estigmatizados e odiados por parte da sociedade brasileira.

Ontem foi assassinado Marcelo, um militante petista, guarda municipal em Foz de Iguaçu, no Paraná, quando comemorava com sua família seu aniversário de 50 anos. Foi assassinado porque era petista, porque acreditava em um sociedade plural, democrática, igualitária e verdadeiramente inclusiva. Em uma sociedade onde cabem todos, independentemente de suas colorações políticas e partidárias.

Infelizmente não foi um caso isolado. Foi fruto do ódio disseminado por esse governo contra qualquer um que pense diferente.

O grupo Prerrogativas se solidariza com a família de Marcelo nesse momento de profunda dor e pede a todos os democratas que se levantem contra a intolerância que avança sobre nosso país.

Não nos intimidaremos. E seguiremos vigilantes na defesa da democracia e das instituições."

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