FTX: Gisele Bündchen e Tom Brady estão entre investidores que perderam tudo

Gisele Bündchen e Tom Brady estão entre os investidores que perderam tudo no caso da FTX (Foto: zz/SBN/STAR MAX/IPx)
Gisele Bündchen e Tom Brady estão entre os investidores que perderam tudo no caso da FTX (Foto: zz/SBN/STAR MAX/IPx)
  • Juntos, Gisele e Tom possuíam mais de 1,5 milhão de ações da empresa;

  • Novo CEO da FTX, John Ray III afirmou que não será possível recuperar todas as perdas;

  • Clientes e credores têm prioridades no reembolso em casos de falência.

A supermodelo Gisele Bündchen e seu ex-marido, o astro do futebol americano Tom Brady, estão entre os investidores que perderam tudo aquilo que investiram com a falência da FTX, empresa que chegou a ser uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo.

A informação foi divulgada durante o processo de falência da FTX, que revelou os principais detentores de ações da empresa e quanto seria perdido com a queda da empresa de criptoativos. De acordo com o documento, Brady, que era embaixador da marca, possuía cerca 1,1 milhão de ações ordinárias da FTX. Bündchen, por sua vez, possui aproximadamente 700 mil ações ordinárias da empresa.

O casal foi processado por clientes da empresa por estrearem comerciais da FTX endossando a empresa. Segundo esses investidores, as celebridades apoiaram "um esquema de pirâmide financeira".

Dentre os outros acionistas da empresa estão o dono do time New England Patriots, pelo qual Brady fez sua carreira, e famosos fundos de investimentos de Wall Street, como Tiger Global, Thoma Bravo, Sequoia Capital, SkyBridge e Third Point, possuindo milhões de ações ordinárias e preferenciais da FTX.

O token nativo da FTX, o FTT, está sendo negociado com uma perda aproximada de 95% em seu valor, quando comparado ao preço do final de outubro. Uma drástica queda para a empresa que chegou a uma avaliação de US$ 32 bilhões (R$ 167 bilhões).

Dificilmente Bündchen, Brady e os demais acionistas da empresa recuperarão seu dinheiro. De acordo com a lei nos Estados Unidos, os credores têm prioridade na hora de algum reembolso por falência financeira. Já os acionistas são os últimos da fila, abaixo dos clientes e dos fornecedores da empresa.

A situação foi resumida pelo novo CEO da empresa, John Ray III, especialista em recuperações e reestruturações judiciais, que no mês passado declarou: "No final das contas, não seremos capazes de recuperar todas as perdas aqui".