FTX sugere que antigo CEO roubou ativos da empresa após falência

Sam Bankman-Fried, fundador e antigo CEO da FTX teria sido autor de roubo na empresa (SAUL LOEB/AFP via Getty Images)
Sam Bankman-Fried, fundador e antigo CEO da FTX teria sido autor de roubo na empresa (SAUL LOEB/AFP via Getty Images)
  • Sam Bankman-Fried teria sido instruído a hackear a própria empresa por autoridades das Bahamas;

  • Acusação foi feita pela empresa, agora sob liderança de John Ray, em um documento judicial;

  • Colapso da FTX repercutiu por todo mercado de criptoativos.

Em um documento judicial de emergência, a FTX afirmou que o antigo CEO, Sam Bankman-Fried, foi instruído pelo órgão regulador fiscal das Bahamas a obter “acesso não autorizado” aos sistemas da FTX e transferir os ativos digitais pertencentes à empresa para a custódia do governo das ilhas.

A FTX, agora sob o comando de John Ray, executivo experiente em processos de reestruturação e falência, teria sido hackeada momentos após declarar falência, resultando em uma perda de 228.523 ethers ou cerca de US$ 288 milhões (R$ 1,5 bilhão na conversão atual).

A revelação de onde estão esses recursos foi feita pela FTX em uma moção no Tribunal de Falências dos Estados Unidos em Delaware. No documento, a FTX disse que a suposta conduta coloca “em séria dúvida” um pedido dos reguladores das Bahamas para serem reconhecidos como liquidantes na falência.

Segundo os advogados, há gravações em que Sam Bankman-Fried e o co-fundador da FTX, Gary Wang, admitem que reguladores da Bahamas instruíram as transferências pós-petição de falência, e que esses ativos criptográficos estão "em FireBlocks sob controle do governo das Bahamas”.

“Os devedores, portanto, têm evidências confiáveis ​​de que o governo das Bahamas é responsável por direcionar o acesso não autorizado aos sistemas dos devedores com o objetivo de obter ativos digitais dos devedores", afirmou a FTX.

O colapso da FTX abalou o mercado de criptomoedas por inteiro. A empresa era a terceira maior corretora no mundo dos criptoativos, e estava envolvida direta e indiretamente com centenas de outras empresas e negócios no ecossistema criptográfico.