França rejeita extradição do ex-primeiro-ministro kosovar Haradinaj

Paris, 27 abr (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Kosovo e antigo líder guerrilheiro Ramush Haradinaj não será extraditado para a Sérvia, como reclamava esse país balcânico, após a decisão do Tribunal de Apelação de Colmar, no leste de França.

Haradinaj foi detido na França no dia 4 de janeiro a pedido da Sérvia, que o acusa de crimes de guerra durante o conflito nos anos de 1998 e 1999 entre a guerrilha separatista kosovar e as forças sérvias.

Oito dias depois foi posto em liberdade condicional, sob controle da Justiça, até que a corte se pronuncie sobre o pedido de extradição.

Haradinaj compareceu hoje às 9h (horário local, 4h em Brasília) à sala de instrução acompanhado de seu advogado, explicou um comunicado do promotor do Tribunal de Apelação de Colmar.

Os juízes emitiram sua decisão "desfavorável" à extradição do kosovar e retiraram o controle judicial que ainda pesava sobre Haradinaj, embora a Promotoria disporá de cinco dias para apresentar um recurso de cassação.

Haradinaj, de 48 anos, foi detido pela polícia em sua chegada a território francês pelo aeroporto de Mulhouse, e no dia 6 de abril a Promotoria pediu sua extradição.

A Justiça sérvia o reclama pela suspeita de seu envolvimento em crimes de guerra contra civis sérvios durante o conflito do Kosovo (1998-1999), que colocou frente a frente a então guerrilha separatista albano-kosovar do Exército de Liberdade do Kosovo (UCK) e as forças sérvias.

Em virtude dessa ordem de detenção internacional, o ex-premiê, um dos comandantes do UCK, foi detido no dia 17 de junho de 2015 em Liubliana, mas foi libertado dois dias depois. EFE