Fujimorismo insiste em fraude depois de EUA elogiar eleições no Peru

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(Arquivo) A candidata presidencial de direita peruana, Keiko Fujimori

A equipe da candidata da direita Keiko Fujimori insistiu nesta quarta-feira (23) em que houve "fraude" no segundo turno das eleições presidenciais em 6 de junho, um dia depois de os Estados Unidos qualificarem a votação no Peru de "um modelo de democracia".

O Peru aguarda apreensivo que o Júri Nacional de Eleições (JNE) dirima as impugnações de votos apresentadas por Fujimori antes de proclamar o novo presidente. O segundo turno atribuiu uma vantagem de 44.000 votos a favor do esquerdista Pedro Castillo.

"Estamos demostrando estranho comportamento da mesma grafia (em votos) repetida em regiões diferentes. Estamos demonstrando anomalias estatísticas", afirmou a política direitista Lourdes Flores, da equipe de Fujimori, durante coletiva de imprensa.

Flores insistiu em que houve uma suposta fraude na votação e destacou que a equipe de Fujimori apresentou ao JNE "as primeiras dez perícias acompanhando as apelações e demonstrando a existência de assinaturas falsas".

O JNE está revisando a conta-gotas há quase duas semanas as impugnações e apelações de Fujimori, e não tem prazo para proclamar o vencedor.

"Foram apresentadas perícias que acreditam que assinaturas não coincidem com as de Reniec", o Registro de Identificação, disse Miguel Angel Torres, outro assessor de Fujimori, na mesma conferência.

Flores e Torres evitaram comentar o fundo de uma declaração dos Estados Unidos, que na terça-feira elogiou o Peru por ter realizado "eleições livres, justas, acessíveis e pacíficas".

Os observadores da Organização de Estados Americanos (OEA) também informaram que as eleições no Peru foram limpas e sem "graves irregularidades", o mesmo que disse o governo centrista interino peruano.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, disse em um comunicado que as eleições peruanas "são um modelo de democracia na região. Apoiamos dar tempo às autoridades eleitorais para processar e publicar os resultados de acordo com a lei peruana"

Flores disse que só absorvia "o mais positivo da mensagem do Departamento de Estado", sobre esperar que as autoridades eleitorais "levem o tempo necessário para revisar todas as análises que correspondam".

A apuração de 100% das urnas eleitorais terminou há oito dias e atribuiu 50,12% a Castillo e 49,87% a Fujimori.

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