Funcionária da CBF assediada por Caboclo revela depressão e medo: 'Pensei: Eu vou morrer'

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·2 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A funcionária da CBF que fez a denúncia inicial contra Rogério Caboclo por assédio sexual e moral (outras também fizeram em seguida) falou pela primeira vez. Em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo, a mulher contou como o então presidente da entidade a tratava. Ela revelou que a relação abusiva com o patrão a fez entrar em depressão.

— Foi um processo. Eu ia chorar no banheiro. Eu ia vomitar no banheiro de nervoso. Ficava tensa, chegava em casa chorando. No dia seguinte eu acordava e pensava: “Não vai ser tão ruim, eu preciso desse emprego”. E chegava no trabalho e era pior — contou a funcionária: — A minha depressão chegou a um nível que pensei: “Eu vou morrer". Aquela sensação de não conseguir respirar, de não conseguir viver a minha vida. Pensei: “Preciso fazer alguma coisa”.

Entre os muitos episódios de assédio, Caboclo a chamou de “cadelinha” de um diretor da CBF e lhe ofereceu um biscoito para cachorro. Ao ser confrontado por ela, disse que se ele não podia falar sobre sua vida pessoal, então ninguém mais poderia.

— Ele mandou carro na porta da minha casa. O carro dele, para ficar me vigiando. Eu tinha medo da minha integridade física. Enquanto trabalhava com ele, tinha medo de ficar sozinha com ele após esses acontecimentos — revela a funcionária, que considerou a pergunta sobre se ela se masturbava como a gota d’água:

— Gente, meu Deus, como? Como que o meu patrão me pergunta isso? O que eu faço? E saio correndo dali.

Após este episódio, ela tirou uma licença médica e avisou que não só não iria deixar a CBF como gostaria que ele abandonasse o cargo. Como o dirigente tentou comprar seu silêncio, decidiu levar a denúncia à frente.

A comissão de ética da CBF considerou que não houve assédio moral e sexual. Mas, sim, conduta inapropriada. Caboclo foi afastado por 15 meses da entidade. A decisão precisa ser ratificada pela assembleia geral, formada pelas federações estaduais, em votação a ser marcada.

A defesa da funcionária entrou com recurso contra esta decisão. Quer que as acusações de assédio sejam reconhecidas. Com isso, a pena seria aumentada.

Em nota ao “Fantástico”, Caboclo nega ter cometido qualquer tipo de assédio (“o que foi provado perante a comissão de ética"). Ele ainda afirma que já se desculpou com a funcionária, repreendeu o motorista que a visitou e que a iniciativa de um acordo para não haver denúncia partiu de uma terceira pessoa.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos