Funcionário da Sabesp, bolsonarista radical é preso após invasão ao Congresso

O funcionário da Sabesp Aécio Lucio Costa Pereira, de 51 anos, gravou um vídeo em que participa da invasão golpista ao Congresso Nacional promovida por bolsonaristas radicais no último domingo. Pereira é técnico em sistemas de saneamento na empresa de água e esgoto controlada pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele está preso.

No vídeo, que viralizou nas redes sociais, Costa Pereira aparece trajado com uma camiseta cuja estampa pedia "intervenção mlitar federal", algo inconstitucional e que, na verdade, é um eufemismo para golpe de estado.

"Amigos da Sabesp: quem não acreditou, estamos aqui. (...) Olha onde eu estou: na mesa do presidente. Vai dar certo, não desistam. Saiam às ruas", diz Aécio no vídeo enquanto grava outros companheiros golpistas no plenário da Câmara dos Deputados. O grupo de extremistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depredou o edifício.

Costa Pereira está na lista de supostos terroristas divulgada nesta terça-feira pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.

Questionada sobre o caso, a Sabesp afirmou em nota que "o colaborador mostrado no vídeo está em período de férias e que tomou conhecimento do fato nesta oportunidade".

"A companhia reitera o respeito à democracia e repudia atos de vandalismo. Esclarece, ainda, que analisará o procedimento de seu colaborador conforme seu Código de Ética interno e a Consolidação das Leis do Trabalho". A empresa, porém, se negou a dizer se o funcionário será afastado.

O GLOBO procurou Aécio Lucio Costa Pereira, mas não conseguiu contato com o extremista. Em sua residência, a reportagem foi orientada a ligar para o advogado do condomínio Green Village, em Diadema, onde Costa Pereira é síndico. O advogado Claudio Roberto Pereira, porém, disse que não atende o síndico.

O bolsonarista responde a uma ação judicial movida por um condômino por supostamente ter retirado, por má fé, os cabos de energia elétrica de uma das unidades do condomínio, impedindo que a concessionária de energia elétrica fizesse a ligação no imóvel. Não há decisão sobre o caso.