Funcionário do governo chinês insinua que exército americano introduziu vírus no país

Funcionário de hospital de Wuhan (China) limpam unidade reservada a pacientes do coronavírus em 12 de março de 2020

Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China insinuou no Twitter que o novo coronavírus pode ter sido introduzido no país pelo exército americano.

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Zhao Lijian mencionou a hipótese na quinta-feira à noite, retomando assim as teorias da conspiração que circulam pela internet.

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No início da crise, o diretor do Centro Chinês para o Controle e a Prevenção de Doenças afirmou que o novo coronavírus foi detectado em um mercado da cidade de Wuhan (centro).

Mas nas últimas semanas, Zhong Nanshan, um especialista chinês em doenças respiratórias e veterano na luta contra a epidemia de Síndrome Respiratória Agudo Grave (SARS, 2002-2003) mencionou a possibilidade de que a fonte do vírus que provoca a COVID-19 não se encontre na China.

Uma hipótese retomada por Pequim.

Em sua mensagem no Twitter, Zhao Lijian publicou um vídeo do diretor dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos no qual ele declara ao Congresso que as autoridades descobriram que alguns americanos que acreditavam ter sido vitimados pela gripe, na verdade eram portadores do novo coronavírus

"Os CDC pegos em flagrante delito. Quando apareceu o paciente zero nos Estados Unidos? Quantas pessoas foram infectadas?", questionou Zhao.

"É possível que o exército americano tenha sido o responsável por trazer a epidemia em Wuhan. Estados Unidos devem ser transparentes! E devem publicar seus dados! Estados Unidos nos devem uma explicação", completou.

Zhao Lijian não se baseia em nenhum estudo científico. Nesta sexta-feira ele se limitou a tuitar links para dois artigos do site Global Research, conhecido por divulgar teorias da conspiração.

De acordo com algumas teorias que circulas nas redes sociais chinesas, a delegação americana dos Jogos Militares Mundiais, uma competição disputada em outubro em Wuhan, poderia ter transportado o vírus para a China.

As autoridades chinesas foram acusadas de ocultar a epidemia no início. A polícia de Wuhan repreendeu os médicos que fizeram o alerta em dezembro.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha escolhido deliberadamente um nome para a doença, COVID-19, que não menciona nenhum país em particular, Washington utiliza com frequência termos relativos à origem "chinesa" do coronavírus.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o chamou de "vírus de Wuhan". Uma expressão considerada "desprezível" pelo ministério das Relações Exteriores da China.

Mais de 130.000 pessoas contraíram o novo coronavírus no mundo, uma doença que provocou quase 5.000 mortes.

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