Funcionário mata 6 pessoas em supermercado Walmart na Virgínia, nos EUA

Um funcionário da rede de supermercados Walmart matou seis pessoas na noite de terça-feira dentro da loja em que trabalhava em Chesapeake, no estado da Virgínia, no Leste dos Estados Unidos. O agressor ainda não foi identificado, mas a polícia confirmou que ele era funcionário do próprio Walmart. O crime acontece três dias após um ataque contra uma boate gay no Colorado que deixou cinco mortos e provocou grande comoção no país.

Segundo uma testemunha, o homem ficou nervoso, entrou na sala de repouso e abriu fogo contra os colegas. Ele teria atirado na cabeça de uma mulher e depois ido atrás das outras vítimas. Mais de dez tiros foram disparados na seção de mercearia pelo atirador, que teria se matado em seguida. Uma mulher disse que se fingiu de morta para escapar.

Em entrevista a jornalistas, o chefe do Departamento de Polícia de Chesapeake disse que o atirador, que não foi identificado, usou uma pistola e foi encontrado morto na loja, aparentemente após ter atirado contra si mesmo. A polícia, que está fazendo buscas na casa onde ele morava, acredita que ele tenha agido sozinho.

— Não há motivo claro para o crime neste momento — afirmou Mark Solesky, acrescentando que não tinha indicação de que o agressor era um conhecido da polícia. — Temos razões para acreditar que não há risco para o público neste momento.

Em um comunicado, o presidente Joe Biden expressou pesar pelo ataque. “Por causa de mais um ato de violência horrível e sem sentido, agora há ainda mais mesas em todo o país que terão cadeiras vazias neste Dia de Ação de Graças”, disse, reforçando que os recentes de controle de armas não foram suficientes: “Devemos tomar mais medidas”.

O Walmart, maior rede varejista dos Estados Unidos, afirmou em um comunicado que está "chocado com o trágico acontecimento". "Estamos rezando pelos afetados, pela comunidade e por nossos associados. Estamos trabalhando em estreita colaboração com as forças de segurança e estamos focados em apoiar nossos colaboradores", diz a nota da empresa.

O massacre aconteceu menos de 48 horas antes da celebração do Dia de Ação de Graças no país. "Tragicamente, nossa comunidade sofre outro incidente de violência armada sem sentido, justamente no momento em que as famílias se reúnem para o Dia de Ação de Graças", tuitou o deputado federal da Virgínia Bobby Scott.

Ataques como este são cada vez recorrentes no país, que registrou mais de 600 tiroteios em 2022, segundo a organização Gun Violence Archive. Há três dias, um homem armado abriu fogo dentro de uma boate gay no Colorado, matando pelo menos cinco pessoas. O suspeito foi identificado como Anderson Lee Aldrich, de 22 anos, e foi preso pelos frequentadores da casa noturna. Ele enfrenta acusações de assassinato e de possível crime de ódio.

Estudo publicado em julho mostrou que os EUA registraram este ano mais de um ataque desse tipo por dia. O número cresceu recentemente, com uma sequências de tragédias. Pessoas na escola, igreja supermercado e até hospital foram alvo de atiradores, o que voltou a esquentar o debate sobre a violência e o controle de armas no território americano. (Com New York Times)