Funcionários de canal de TV morrem em atentado na capital afegã

(24 maio) Controle de segurança em Cabul

Uma bomba matou dois funcionários de uma televisão privada afegã em Cabul neste sábado, no mesmo dia em que um alto funcionário do governo anunciou que estava pronto para negociar com os talibãs.

"Um jornalista especializado em economia e o motorista do microônibus foram mortos no ataque a um veículo que transportava 15 funcionários da TV Khurshid", disse à AFP Jawed Farhad, diretor deste canal de televisão privado.

O ataque foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, segundo o organismo americano de vigilância de movimentos extremistas SITE.

O incidente ocorreu em um momento de menos violência em todo o país devido a um cessar-fogo de três dias do Taliban, que terminou na terça-feira.

Desde então, os insurgentes retomaram seus ataques às forças afegãs, embora com menos intensidade do que o habitual.

Na noite de sábado, o governo anunciou que havia libertado 710 prisioneiros talibãs desde sexta-feira, em um processo de libertação de 2.000 deles em troca do cessar-fogo. Na terça-feira, as autoridades libertaram 900 talibãs.

O governo condenou um ataque "odioso", segundo um comunicado.

Horas antes do ataque, Abdullah Abdullah, o oficial do governo encarregado das negociações, anunciou que sua equipe estava pronta para iniciar "a qualquer momento" as negociações de paz com os talibãs.

No entanto, Abdullah, chefe do Conselho de Negociação estabelecido por Cabul, esclareceu que um novo cessar-fogo deve ser estabelecido durante as negociações.

Este é o segundo ataque aos funcionários da TV Khurshid em menos de um ano.