Funcionários da creche da Prefeitura do Rio estão com salários atrasados

Camilla Pontes

Os servidores da Prefeitura do Rio, pais e mães de crianças que estudam na Creche Institucional Dr. Paulo Niemeyer, fazem, nesta quinta-feira (dia 16), um ato com panfletagem para dar visibilidade ao atraso no salário dos funcionários terceirizados que atuam na creche. Segundo relatos, por este motivo não estão ocorrendo as atividades da tradicional colônia de férias. A apreensão dos servidores é que o município não regularize os salários a tempo e isso prejudique o início do ano letivo, previsto para o dia 3 de fevereiro.

— As famílias já se planejaram com esse calendário pedagógico. Nossa proposta é pressionar a prefeitura para a gente ter tranquilidade e certeza de que nossos filhos serão cuidados. A gente tem duas crianças e não sabe o que vai fazer. Complica muito a vida do pai e da mãe sem saber o que fazer com seus filhos — comentou um pai de duas crianças matriculadas na creche, que preferiu não se identificar.

A prefeitura possui o contrato com a empresa A. Frugoni Locação de Mão de Obra para a prestação do serviço de apoio operacional da creche no valor de R$ 855.266,03, com o valor pago de R$ 478.016,85, segundo os dados do Transparência Rio. Esse contrato com empresa responsável pelos funcionários está previsto para se encerrar em fevereiro. O EXTRA tentou contato com a empresa, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.

Questionado, o município informou que os pagamentos serão regularizados em breve e que a renovação do contrato está em processo de negociação. A nota disse ainda que os pais foram informados na terça-feira sobre o retorno das aulas no próximo dia 3. A prefeitura não respondeu por que o valor correspondende a um pouco mais da metade do valor total do contrato foi pago, sendo que o prazo de vigência termina em fevereiro.

A creche foi inaugurada em 2004 para receber os filhos dos servidores municipais e, Segundos informações do site da prefeitura publicadas em julho de 2019, já atendeu 837 crianças e, na ocasião, contava com 155 alunos matriculados na faixa etária de 1 a 5 anos e 11 meses.

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