Funcionários da Ford aprovam proposta de indenização da montadora após fechamento da fábrica em Taubaté

Ivan Martínez-Vargas
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SÃO PAULO - Os funcionários da fábrica da Ford em Taubaté, no interior de São Paulo, aprovaram na noite desta terça-feira a proposta de indenização da montadora feito após o anúncio da saída da empresa do Brasil, em janeiro.

A votação foi feita de maneira presencial. Dos cerca de 800 trabalhadores da planta 630 registraram votos: 55,33% a favor do chamado plano de demissão incentivada (PDI).

O PDI é uma compensação aos trabalhadores pelo encerramento das atividades da Ford e estipula o pagamento de uma indenização de um a dois salários adicionais por ano trabalhado para os operários, além das verbas rescisórias às quais os trabalhadores já têm direito.

Na fábrica de Taubaté, era comum ter mais de um membro da mesma família trabalhando na linha de montagem. A praxe dos empregados era permanecer na planta até a aposentadoria, ou a demissão. A Ford manteve operalão na cidade, ao todo, por 53 anos.

O plano também prevê a abertura de um programa de qualificação que tem por objetivo ajudar os demitiros a conseguirem recolocação no mercado de trabalho.

A proposta final foi assinada com o sindicato dos metalúrgicos de Taubaté após 25 reuniões com a Ford.

O fechamento da fábrica na cidade, que tem cerca de 310 mil habitantes, pode fechar ao todo até 10 mil postos de trabalho, de acordo com estimativas do sindicato.

A planta de Taubaté, que fabricava motores e transmissões, já chegou a empregar diretamente 2.700 pessoas nos anos 2000. Cerca de 600 terceirizados prestam serviços à fábrica.