Funcionários decidem parar ao menos duas linhas da CPTM nesta terça em São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) devem paralisar ao menos duas linhas de trens nesta terça-feira (11) na região metropolitana de São Paulo. Os ramais afetados são o 7-rubi, que liga a região central de São Paulo a Jundiaí, e o 10-turquesa, que liga o Brás até a cidade de Rio Grande da Serra.

Os funcionários das duas linhas são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, que realizou uma assembleia na noite desta segunda (10). "O momento é grave, mas a CPTM não honrou o acordo fechado com o sindicato", afirmou o presidente do sindicato, Eluís Alves de Matos.

Segundo a categoria, foi fechado um acordo com a companhia de trens de São Paulo em setembro do ano passado para que o pagamento do PPR (Programa de Participação de Resultados) acontecesse em 31 de março deste ano. O valor, porém, não foi pago integralmente.

A CPTM afirmou que propôs o pagamento da segunda parcela em junho. Inicialmente, seria em 30 de junho, mas durante negociações acabou antecipado para 16 de junho, além de ser incorporada a correção monetária desses dois meses.

Com isso, funcionários ligados aos sindicatos dos trabalhadores ferroviários da Zona Sorocabana e da Zona Central do Brasil optaram por aceitar a proposta da CPTM em assembleias realizadas na noite desta segunda. Com isso, as operações nas linhas 8-diamante, 9-esmeralda, 11-coral e 12-safira devem ocorrer normalmente.

Em nota, a CPTM afirmou que "considera irresponsável" a decisão do sindicato de paralisar.

"A Companhia lamenta a decisão arbitrária e espera que os empregados das linhas 7 e 10 atuem com bom senso, considerando a responsabilidade de garantir a prestação de serviço aos quase 780 mil usuários que utilizam diariamente os trens a para chegar ao trabalho, a escola, ao médico, a rede hospitalar, entre outros inúmeros compromissos assumidos", afirmou.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu uma liminar (decisão provisória) à CPTM mais cedo determinando que 75% de trabalhadores continuem a trabalhar nos horários de pico (das 4h às 10h e das 16h às 21h), sob o risco de multa diária de R$ 100 mil. Nos demais horários, 60% de trabalhadores devem ficar em atividade.