Funcionários do Hospital de Bonsucesso deixam unidade e devem ficar à disposição do Ministério do Saúde

Rafael Nascimento de Souza
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Tranferência de pacientes com Covid-19 do Hospital de Bonsucesso
Tranferência de pacientes com Covid-19 do Hospital de Bonsucesso

Um dia após o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, funcionários da unidade de saúde e terceirizados a todo tempo são vistos deixando o local com sacolas e pertences. A unidade de saúde será totalmente interditada e todos os blocos vão passar por uma vistoria após a Defesa Civil dar o aval sobre as condições estruturais do prédio 1, que foi tomado por chamas. De acordo com os profissionais, elescdevem ficar à disposição do Ministério da Saúde.

— Liberaram a gente e agora vamos ficar de prontidão em casa esperando o que eles disserem. Não temos o que fazer, já que não tem mais quase nenhum paciente aqui. Não sabemos se vamos trabalhar em outro local — disse uma enfermeira que não quis se identificar.

Funcionários também reclamam que falta organização no atendimento aos pacientes que ainda estão na unidade. Uma enfermeira descreveu como "péssima" a situação dentro do hospital e afirmou que "não tem condições de trabalho". Ela diz temer vida de duas crianças que estão no CTI pediátrico em estado crítico.

— Medo de perder essas crianças. Sabemos da gravidade e que uma delas pode não aguentar a transferência — lamentou.

O EXTRA pediu um posicionamento ao Ministério da Saúde sobre o atendimento das crianças citadas pela profissional de saúde.

Os técnicos da Defesa Civil só devem começar a inspeção após a liberação do local pelo Corpo de Bombeiros, que segue há mais de 24 horas trabalhando no rescaldo. O órgão isolou a área do incêndio e os acessos ao hospital ainda na terça-feira, e dá suporte ao trabalho dos bombeiros.

A investigação do caso ficará a cargo da Polícia Federal (PF). A apuração ainda não começou porque os agentes também aguardam o fim do trabalho dos Bombeiros e o aval da Defesa Civil para entrar no edifício.

Ao todo, três pacientes morreram. São eles: Marco Paulo Luiz, Núbia Rodrigues e uma idosa de 83 anos. Nenhum dos três corpos passou por exames de necropsia no Instituto Médico-Legal (IML) no Centro do Rio. Todos foram liberados do Hospital Federal de Bonsucesso para seus familiares.