Funcionários de hotel negam gritos em quarto de Anderson, do Molejo, e cantor que o acusa de estupro

Paolla Serra
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Em depoimentos prestados ao delegado Reginaldo Guilherme, titular da 33ª DP (Realengo), quatro funcionários do Hotel Queen, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, garantiram não terem visto ou ouvido "nenhuma anormalidade" no apartamento 104 entre 1h34 e 3h32 de 11 de dezembro do ano passado. Foi na suíte que o cantor e dançarino Maycon Douglas Porto do Nascimento Adão, o MC Maylon, diz ter sido estuprado pelo pagodeiro Anderson de Oliveira, conhecido como Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo. O músico afirma que a relação sexual entre os dois ocorreu de "maneira consensual".

No depoimento do gerente, ao qual o EXTRA teve acesso, ele conta trabalhar no estabelecimento há 32 anos. Ele diz que, embora as imagens de câmeras de segurança já tenham sido apagadas, há uma rotina no hotel e "qualquer anormalidade" detectada pelos colaboradores, tal como dano a objetos, é comunicada a gerência. O profissional, de 48 anos, afirma ainda que é bastante comum que itens da rouparia sejam encontrados com manchas de sangue. No registro de ocorrência do caso, MC Maylon diz ter sido agredido e forçado a fazer sexo, tendo sangrado.

Já o garçom, de 46 anos, disse ter reconhecido Anderson Leonardo, que pagou a conta no cartão de crédito. Ele afirmou não lembrar quem o acompanhava e garantiu não ter percebido nada de "anormal" durante a estada deles no estabelecimento tampouco ouviu comentários dos demais empregados sobre a "roupa de cama suja de sangue".

A camareira do hotel, de 45 anos, afirmou ter sido a responsável pela arrumação do quarto onde MC Maylon e Anderson Leonardo esteve. Ela alega que não lançou nenhuma informação no relatório que faz sobre as alterações encontradas no apartamento e negou ter presenciado ali que chamasse sua atenção, tal como gritos e pedidos de socorro.

A recepcionista negou se recordar de ter atendido Anderson Leonardo, já que não tem uma visão clara da parte interna dos veículos. Ela disse que, no mês de dezembro, não teve em seus plantões nenhum pedido de socorro foi feito.

A irmã do pagodeiro deverá ser ouvida, nesta quarta-feira, dia 10, sobre o caso. Ela poderá esclarecer como era a relação de MC Maylon com Anderson Leonardo e como ficou depois da relação sexual entre os dois. Nessa semana, o laudo de exame de material do Instituo de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), feito em uma cueca entregue pelo jovem, confirmou haver resíduos de sangue e sêmen na peça. É possível que uma acareação entre os dois seja realizada para confrontá-los sobre as contradições dos depoimentos prestados.