Funcionária de padaria é agredida e tem braço quebrado após pedir que cliente usasse máscara

·4 minuto de leitura
Adriana quebrou o braço e teve de passar por cirurgia (Foto: Reprodução/TV TEM)
Adriana quebrou o braço e teve de passar por cirurgia (Foto: Reprodução/TV TEM)
  • Funcionária de padaria foi agredida por cliente após pedir que ele usassem máscara

  • Adriana Araújo da Silva teve de passar por cirurgia após as agressões

  • Agressor foi liberado sem prestar depoimento

Adriana Araújo da Silva, funcionária de uma padaria em Palmares Paulista, em São Paulo, foi agredida por um cliente após pedir para que o homem usasse máscara. O caso aconteceu na última sexta-feira (11) e foi revelado pelo G1. A mulher quebrou o braço e teve de passar por cirurgia.

A vítima relatou que o homem entrou na padaria com a máscara no queixo. Quando Adriana chamou a atenção dele para que usasse o equipamento da maneira correta, cobrindo o nariz e boca, ele reagiu de forma violenta.

Leia também:

O homem teria invadido a área onde ficam os funcionários. Adriana correu para tentar se proteger, mas o agressor seguir a funcionária, deu uma rasteira nela e, em seguida, chutou um dos braços de Adriana.

Adriana Araújo da Silva conta que conseguiu se levantar e correu até outra padaria. O homem continuou perseguindo a funcionária e deu uma joelhada no rosto dela. Ele também agrediu o dono do estabelecimento.

Moradores da região presenciaram a situação, agrediram o homem e chamaram a Polícia Militar. Adriana foi levara a um hospital de Catanduva, onde passou por cirurgia por uma fratura no braço. Ela teve alta no último domingo (13).

De acordo com o boletim de ocorrência, acessado pelo G1, o agressor foi ao pronto-socorro e, depois, à delegacia. Ele foi liberado e não prestou depoimento.

Casos similares 

Metro do Rio

Uma passageira do metrô do Rio de Janeiro foi agredida por uma passageira ao pedir que ela usasse máscara contra o coronavírus dentro do trem. O caso aconteceu em 1º de maio, dia de atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A agressora sem o item de proteção carregava uma bandeira do Brasil.

"Deparei-me com um grupo de pessoas com camisa do Brasil, bandeiras e apetrechos. Fiquei incomodada com o barulho que faziam e resolvi mudar de vagão. Quando passei pelo grupo, vi que uma mulher estava sem máscara e pedi que ela colocasse", afirmou a vítima, Maria Clara Pedroso, em entrevista ao portal G1.

Manobrista agredido 

Um manobrista afirma ter sido agredido após pedir para um cliente usar a máscara em um estacionamento. O caso, revelado pelo G1, aconteceu em Santos, no litoral paulista.

Gerson Rocha, de 29 anos, conta que levou um soco e um chute. A cena foi registrada por câmeras de segurança do local. Em 7 de maio, ele teria pedido para que o cliente colocasse a máscara assim que saiu do carro.

“Eu então solicitei para colocar a máscara, mas ele se recusou, saiu andando em direção à rua e retornou reforçando o pedido do ticket, ainda sem usá-la. Reforcei que assim que ele colocasse a máscara eu forneceria, então, ele tentou retirar à força o ticket da minha mão, com a máscara toda torta, e em sequência desferiu um soco, seguido de um chute. Aí, saiu do estabelecimento falando palavras de baixo calão. Isso tudo em menos de um minuto dentro do estacionamento”, relatou ao G1.

Médico sem máscara em Piracaia

Em 10 de março, a professora e tatuadora Lia Costa, 43 anos, foi até o posto de saúde da cidade de Piracaia, interior do estado de São Paulo, ajudar uma família que precisava de ajuda para uma consulta no psiquiatra.

O que ela não esperava era que seria agredida pelo médico psiquiatra Eduardo Portieri, funcionário da CS II José F. Rosas, unidade de saúde de Piracaia. "Eu vim auxiliar uma conhecida que estava precisando de atendimento para ela e para os filhos, porque um dos filhos tem um tumor, aconteceu muita coisa", conta Lia em entrevista à Ponte.

"Então estou pleiteando junto do Estado que ela consiga um laudo do psiquiatra para provar que essa mãe não tem condições financeiras de manter as crianças se o Estado não ajudar".

Lia foi, então, acompanhar a família no posto de saúde. "Ficamos uma hora esperando e vinha passando por nós um homem de camiseta preta e sem máscara. Ele subia e descia. Era o único sem máscara".

"Quando fomos ser atendidas, ele virou para mim e perguntou quem iria ser atendido. Mostrei a criança e ele disse: 'Você está em fazendo de palhaço? Eu não atendo criança'. Aí eu falei que podia ter havido um engano, mas que ele podia atender a mãe. Aí ele disse que não era idiota e que não iria atender ninguém. Foi quando falei que ele estava sem máscara dentro do posto".

Nesse momento, lembra Lia, ela pegou o celular e começou a registrar a cena. "Ele perguntou que eu era e eu falei que estava acompanhando. Ele disse que se eu continuasse gravando iria tomar o meu celular. Com toda a violência, ele me agrediu, tomou o meu celular e ficou em poder do meu celular por 15 minutos. Ninguém do posto de saúde falou com ele, todo mundo defendeu ele".

O médico, narra a professora, não queria devolver o aparelho celular e chamou a segurança para ela. "Torceu o meu celular, machucou a minha mão e o meu ombro só porque foi gravado sem máscara dentro de um posto de saúde em uma pandemia que morrem por dia 2 mil pessoas e tinha uma criança traumatizada vendo tudo".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos