Funcionária diz que supermercado a demitiu por pertencer ao Candomblé

Mulher acusa o supermercado de praticar intolerância religiosa após ser demitida por, segundo ela, pertencer ao Candomblé. (Foto: Getty Images)
Mulher acusa o supermercado de praticar intolerância religiosa após ser demitida por, segundo ela, pertencer ao Candomblé. (Foto: Getty Images)

A intolerância religiosa foi motivo de uma funcionária de 34 anos ser demitida do emprego. De acordo com ela, isso ocorreu após um colega de trabalho descobrir que a mulher pertence ao Candomblé. O caso foi registrado no dia 1º de julho, em Cabreúva (SP).

A vítima relatou no boletim de ocorrência que quatro dias depois de ter sido contratada para trabalhar, no dia 11 de maio, em uma rede de supermercados foi abordada por um encarregado do açougue. Na ocasião, o colega descobriu que ela é do Candomblé e chamou a funcionária na sala da gerência.

Depois disso, o homem disse que não era para ela "abrir a boca" para falar sobre a religião, pois ele é pastor e não gostava disso. Também falou que a vítima estava no período de experiência e teria que obedecê-lo. Ainda durante as ameaças, o encarregado do açougue teria dito que caso ela não seguisse o que ele estava falando perderia o emprego.

Consta no boletim de ocorrência, em depoimento à Polícia Civil, que a funcionária assinou uma advertência por ter comentado a respeito da religião no ambiente de trabalho e que foi demitida no dia 24 de junho, pois estava vencendo o seu contrato, mas ela também acrescentou como motivo a religião.

Intolerância religiosa

A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana.

Geralmente o agressor costuma usar palavras hostis ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, deuses e hábitos da religião.

Há casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, destruindo imagens, roupas e objetos ritualísticos. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode incluir violência física e se tornar uma perseguição.

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