Funcionária que disparou mensagens em campanha de Bolsonaro trabalhará no governo, diz site

O secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e o presidente Jair Bolsonaro (Fátima Meira/Futura Press)

A funcionária responsável por contratar disparos em massa de mensagens de WhatsApp para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) foi nomeada para um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência. A informação é do portal Uol.

Taíse de Almeida Feijó trabalhava na agência de comunicação AM4 Inteligência Digital, contratada pelo PSL durante a corrida eleitoral. Ela será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e receberá salário em torno de R$ 10,3 mil; Bebianno foi presidente do partido no ano passado e teve papel de protagonismo na campanha de Bolsonaro.

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Em outubro passado, entre o primeiro e o segundo turno das eleições, o jornal Folha de S. Paulo revelou que empresas compraram pacotes de disparos de mensagens por meio do aplicativo. O teor do conteúdo era contrário ao PT, que tinha Fernando Haddad como candidato e rival de Bolsonaro no pleito.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que investiga o caso junto da Polícia Federal, a AM4 recebeu R$ 650 mil para atuar na campanha de Bolsonaro.

A Secretaria-Geral da Presidência afirmou que a nomeação de Taíse foi feita por meio de “critérios técnicos, após avaliação curricular e entrevista”.