Funcionários acusam Activision de práticas trabalhistas injustas

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Os funcionários da Activision Blizzard entraram com uma queixa acusando a empresa de jogos de práticas trabalhistas injustas, alegando que ela reprimiu ilegalmente seus esforços de organização que ocorreram na sequência de alegações generalizadas de assédio e discriminação. (Getty Images)
  • Sindicato dos funcionários entrou com processo contra a famosa empresa de games

  • Práticas trabalhistas injustas estão sendo analisadas por departamento de trabalho

  • Governo americano interveio para tentar acelerar desenvolvimento do caso

Os funcionários da Activision Blizzard entraram com uma queixa acusando a empresa de jogos de práticas trabalhistas injustas, alegando que ela reprimiu ilegalmente seus esforços de organização que ocorreram na sequência de alegações generalizadas de assédio e discriminação.

A empresa de jogos com sede na Califórnia "ameaçou os funcionários de que eles não podem falar ou comunicar sobre salários, horas e condições de trabalho" e “se envolveu na vigilância" e "interrogatório" de funcionários que defendem melhores condições de trabalho, de acordo com uma reclamação.

A acusação foi apresentada na sexta-feira junto ao Departamento de Trabalho dos Estados Unidos por um proeminente sindicato de trabalhadores da mídia, Trabalhadores de Comunicação (CWA, em inglês), que compartilharam uma cópia da queixa várias empresas de mídia.

A empresa se envolveu em "intimidação de trabalhadores e repressão sindical", disse a CWA em um comunicado na terça-feira (14). "A resposta da Activision Blizzard às atividades justas dos trabalhadores foi vigilância, intimidação e contratação de notórios destruidores de sindicatos", disse o diretor da organização nacional da CWA, Tom Smith, em um comunicado.

É o mais recente desenvolvimento depois de meses de investigação contra a Activision Blizzard por autoridades do governo dos EUA, bem como divergências de seus próprios funcionários.

O processo alegou uma cultura de trabalho de "menino de fraternidade", em que várias funcionárias foram submetidas a discriminação de gênero, assédio sexual e remuneração desigual, e que "os executivos da empresa e o pessoal de recursos humanos sabiam do assédio e não tomaram medidas razoáveis ​​para evitar a conduta ilegal e retaliou as mulheres que reclamaram".

Vários ex-funcionários da Activision Blizzard já haviam começado a compartilhar suas experiências nas redes sociais após o processo, mas o esforço da empresa para minimizar as alegações do processo levou mais de 2.000 atuais e ex-funcionários a assinar uma petição classificando essa resposta como "abominável e insultuosa”.

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