Funcionários com cargos secretos sacaram mais de R$ 226 milhões em 2022

Notas de R$ 100 (Foto: Getty Images)
Notas de R$ 100 (Foto: Getty Images)

Funcionários contratados por meio de cargos secretos pela Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio) sacaram R$ 226,4 milhões em dinheiro no Banco Bradesco somente nos sete primeiros meses deste ano.

A investigação foi feita pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) e divulgada pelo portal UOL.

Os promotores pedem a suspensão de novas contratações pelo órgão sem que haja transparência.

O volume sacado em espécie nas agências onde os funcionários recebem seus pagamentos representa 91% de tudo o que a fundação pagou a eles em 2022 (R$ 248,9 milhões).

Os promotores Eduardo Santos de Carvalho, Gláucia Santana e Silvio Ferreira de Carvalho Neto afirmam na ação que os saques em espécie são "um procedimento que afronta as mais comezinhas regras de prevenção à lavagem de dinheiro”.

O governo do Rio de Janeiro ainda não foi notificado da ação e, ainda de acordo com o portal UOL, a Justiça ainda não decidiu se concede a liminar que poderá suspender novas contratações e impedir que novos pagamentos sejam feitos na "boca do caixa".

Ainda nas investigações do MP-RJ, a quantidade de saques em dinheiro em uma agência na na cidade de Campos dos Goytacazes chamou a atenção dos promotores: em oito datas, entre janeiro e junho, foram sacados pelo menos R$ 300 mil em espécie em cada uma delas. O maior volume aconteceu no dia 14 de junho, quando foram sacados R$ 536 mil.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos