Funcionários da Amazon fazem greve durante Black Friday

·2 min de leitura
Manifestantes protestam contra a Amazon
Protesto realizado em Santos, São Paulo

(NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

  • Funcionários da Amazon fazem greve durante esta Black Friday 

  • Movimento acontece em mais de 20 países e é liderado pela "Make Amazon Pay"

  • Protestos pedem melhores condições de trabalho, remuneração e segurança

Funcionários da Amazon em mais de 20 países, incluindo o Brasil, planejaram uma greve durante esta Black Friday para reivindicar mais segurança no trabalho e melhores salários. O movimento é liderado pela coalizão “Make Amazon Pay” (Faça a Amazon pagar), composta por 70 sindicatos e organizações, incluindo Greenpeace, Oxfam e Amazon Workers International.

Leia também:

Entre as queixas dos funcionários, estão remuneração baixa, longas horas de trabalho e sistemas complexos de avaliação de desempenho. Eles ainda pedem a suspensão do “regime rígido de produtividade e vigilância que a Amazon tem usado para espremer os trabalhadores”, de acordo com uma carta divulgada. As informações são da Época Negócios.

“A pandemia expôs como a Amazon lucra em cima dos trabalhadores, da sociedade e do planeta”, disse a coalizão. “É hora de fazer a Amazon pagar.”

O protesto é composto por funcionários de todas as áreas da companhia, desde fábricas, depósitos, centros de dados e escritórios corporativos.

Cobranças em prol da sociedade

Além das reivindicações para os funcionários, a coalizão exige que a Amazon amplie o retorno à sociedade por meio de novas medidas sustentáveis, transparência de dados e privacidade e fim das parcerias com autoridades policiais e de imigração que costumam ser “institucionalmente racistas”.

Os manifestantes ainda criticaram Jeff Bezos, CEO da Amazon, por não pagar impostos entre 2006 e 2018, conforme aponta um relatório da ProPublica publicado neste ano. O bilionário tem uma fortuna estimada em US$ 210 bilhões (R$ 1,172 trilhão).

“Enquanto isso, funcionários do estoque da empresa tiveram que arriscar suas vidas como serviço essencial, e receberam um pequeno aumento por um curto tempo”, criticou a coalizão.

Em resposta, a porta-voz Kelly Nantel disse em entrevista ao Business Insider que a empresa já investe nas questões apontadas pela campanha. “Embora não sejamos perfeitos em nenhuma área, se você observar o que a Amazon está fazendo, verá que levamos nosso papel e nosso impacto muito a sério”.

Criada em 2020, a “Make Amazon Pay” já coordenou diversos movimentos contra as políticas da empresa.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos