Funcionários da Funai anunciar greve e pedem reforço na segurança na Amazônia

Funcionários da Funai anunciaram greve e fizeram ato em frente ao Ministério da Justiça (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Funcionários da Funai anunciaram greve e fizeram ato em frente ao Ministério da Justiça (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Funcionários da Funai entraram en greve por 24 horas

  • Servidores pedem mais proteção na Amazônia e retratação de presidente por falas sobre Bruno Pereira

  • Funcionários também organizadam ato em frente ao Ministério da Justiça

Nesta terça-feira (14), os funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) entraram em greve, reivindicando reforço da segurança em regiões isoladas da Amazônia. Após assembleia, os servidores definiram que a paralisação deve durar 24 horas.

A greve acontece após o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira, funcionário licenciado da Funai, e do jornalista inglês Dom Phillips. Eles viajavam pela terra indígena do Vale do Javari no dia 5 de junho, quando desapareceram.

Os funcionários da Funai pediram ainda que o presidente da fundação, delegado Marcelo Xavier, retire declarações feitas contra Bruno Pereira. Em nota, o presidente da Funai havia dito que o indigenista não tinha autorização para entrar em reservas indígenas. No entanto, Bruno protocolou um pedido de autorização na Coordenação Regional da Funai.

Os servidores querem que o delegado se retrate e afirmam que Xavier praticou difamação e disse inverdades sobre Bruno Pereira. Para os funcionários da Funai, o presidente “deve admitir os equívocos e falsas argumentações sem nenhum embasamento legal dentro da política indigenista brasileira”.

No documento, revelado pelo Poder360, os funcionários pedem também o envio imediato de forças de segurança pública específicas para “garantir a integridade física dos servidores da Funai em TODAS as Bases de Proteção do Vale do Javari”. Além disso, houve um pedido pelo reforço nas buscas por Bruno Pereira e Dom Phillips.

Os pedidos, feitos em assembleia, deveriam ser atendidos até 18h da última segunda-feira (13). Como as medidas não foram tomadas, os funcionários entraram em greve nesta terça, às 9h. A paralisação deve durar até a manhã de quarta-feira (15). Os servidores também prometeram um ato em frente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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