Funcionários torturados por patrão após suposto furto de R$ 30: veja o que se sabe

Funcionários foram torturados por chefe - Foto: Reprodução/TV Bahia
Funcionários foram torturados por chefe - Foto: Reprodução/TV Bahia
  • Funcionários de uma loja foram torturados por patrão na cidade de Salvador

  • O crime aconteceu após eles, supostamente, roubarem R$ 30 da loja

  • Imagens da tortura foram registradas e foram parar nas redes sociais

Dois funcionários de uma loja foram torturados pelo patrão em Salvador-BA, após supostamente terem roubado R$ 30 do local onde trabalhavam. O crime foi filmado por um segundo empresário, em imagens que ganharam as redes sociais.

Veja o que se sabe sobre o caso ocorrido no último dia 19, mas divulgado pela Polícia Civil baiana somente na última sexta-feira (26):

Quem são as vítimas?

Os torturados foram identificados como William de Jesus, de 21 anos, e Marcos Eduardo, que não teve a idade revelada. Ambos prestaram depoimento à polícia e identificaram os responsáveis pelo crime.

Quem são os suspeitos?

O empresário responsável pela violência é Alexandre Carvalho Santos, dono da loja onde trabalhavam as vítimas. No vídeo, ele aparece dizendo que estava dando "um corretivo" nos funcionários.

As imagens foram gravadas por outro empresário, também dono da loja, mas ele não teve a identidade revelada.

Como foram as torturas?

William aparece no vídeo com um pano sendo amarrado em sua boca e tendo as mãos marcadas com ferro quente, com o qual Alexandre escreve o número "171", em referência ao crime de estelionato. Além disso, o rapaz foi agredido a pauladas.

Já Marcos Eduardo recebeu pauladas do empresário e foi ameaçado de morte.

Como aconteceu o crime?

Em entrevista ao g1, William contou que chegou para trabalhar normalmente no dia 19 quando se viu em meio a uma emboscada. Durante a tortura, o chefe exigia que os funcionários confessassem o roubo de R$ 30 do caixa da loja, mas as vítimas negaram ter cometido o delito.

Empresário foi localizado

Alexandre foi identificado e localizado pela polícia, que o levou para prestar depoimento. Aos oficiais, ele confessou ter sido o responsável pelo ataque aos funcionários e disse ter ficado "bastante chateado" com o suposto roubo.

Próximos passos

O caso é investigado pela Polícia Civil e o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA), que colheu depoimentos da vítima e de Alexandre. O empresário responsável pela filmagem também seria ouvido.

Até a noite de segunda-feira (29), porém, nenhum dos suspeitos havia sido preso.