Fundação faz homenagem à repórter Kim Wall com subsídio para mulheres

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A IWMF (Fundação Internacional das Mulheres na Comunicação Social, na sigla em inglês) lançou um fundo em memória de Kim Wall, jornalista sueca que foi assassinada em 2017.

A jornalista escreveu para veículos como New York Times, Guardian, Vice e South China Morning Post e foi correspondente na Coreia do Norte, Pacífico Sul, Uganda e Haiti.

Wall foi assassinada e esquartejada pelo dinamarquês Peter Madsen, construtor de um submarino de fabricação caseira, durante a realização de uma entrevista.

O fundo busca prestigiar mulheres jornalistas com um subsídio de US$ 5 mil para auxiliar na produção de reportagens sobre subcultura e grupos minoritários, tema bastante presente nas matérias de Wall.

Para se inscrever é necessário ter, no mínimo, três anos de experiência profissional em qualquer lugar do mundo, domínio de inglês e ter a comprovação do interesse de um veículo para a publicação do material.

O fundo auxilia nos custos de transporte, logística, seguro, taxas de visto e pagamento de tradutores. As selecionadas recebem também a orientação de um mentor durante o processo de produção.

As inscrições vão até 16 de dezembro e podem ser feitas no site do IWMF (https://iwmf.submittable.com/submit/150772/kim-wall-memorial-fund-2020).