Fundação Palmares vai excluir de acervo obras sobre Marighella

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A Fundação Palmares pretende excluir de seu acervo todas as obras sobre o político, escritor e guerrilheiro comunista Carlos Marighella (1911-1969). De acordo com Sérgio Camargo, presidente da instituição, também serão retiradas “obras de glorificação a Che Guevara” e também “livros que promovem pedofilia, sexo grupal, pornografia juvenil, sodomia e necrofilia”.

Segundo Camargo, o processo de revisão do acervo da Palmares está sendo comandado por Marco Frenette, coordenador geral do CNIRC (Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Palmares). Em seu perfil no Twitter, Frenette se define como “jornalista, escritor e conservador”. Em uma postagem no Facebook, o coordenador do CNIRC afirmou que está “desmontando uma escola de delinquência”. Frenette dá alguns exemplos do que supostamente encontrou na biblioteca da Palmares: “Há desde livros defendendo a abordagem pedófila em crianças de quatro e cinco anos de idade até livros que ensinam a fazer greves, guerrilhas e revoluções, passando por obras esdrúxulas sobre OVNIS, parapsicologia, fobias e técnicas de assassinato praticadas por cangaceiros”.Frenette argumenta que “o que existe hoje é um material de incentivo ao ressentimento e ao vitimismo como estilo de vida, dividindo artificialmente os brasileiros”. Segundo o dirigente, ao final do processo de exclusão das obras, será divulgado um relatório público.