Polícia do Equador presume que sequestro de casal do país ocorreu na Colômbia

Quito, 18 abr (EFE).- O comandante-geral da polícia do Equador, Ramiro Mantilla, disse nesta quarta-feira que as autoridades presumem que o casal equatoriano sequestrado na semana passada em uma região da fronteira foi tomado como refém em território colombiano.

Mantilla mencionou que as autoridades sabem, após ouvirem testemunhas no hotel onde se hospedaram Vanesa Velasco Pinargote e Oscar Efrén Villacís Gómez, que "eles, no dia em que chegaram" à região, "tentaram ir a Puerto Rico, uma localidade colombiana, que fica próxima da província (equatoriana) de San Lorenzo".

"E, no dia seguinte, quando saíram, eles indicaram que iriam para essa localidade (Puerto Rico). Supomos que eles foram sequestrados nessa localidade e estão lá na Colômbia", disse Mantilla.

Segundo o comandante policial, a motocicleta na qual o casal se deslocava já foi encontrada. O sequestro só veio à tona ontem, apenas quatro dias depois que foi confirmado o assassinato dos integrantes da equipe de imprensa do jornal "El Comercio", que foram sequestrados no final de março em uma região fronteiriça com a Colômbia.

O ministro do Interior do Equador, César Navas, confirmou ontem o sequestro ao apresentar um vídeo do casal, enviado pelos sequestradores, na qual pedem apoio do governo para a sua libertação.

A gravação, segundo Navas, chegou ao governo através de um canal de comunicação aberto com o indivíduo conhecido como "Guacho", dissidente das Farc a quem é atribuído o sequestro e o assassinato da equipe do "El Comercio".

Mantilla indicou que hoje viajará para Tumaco, na Colômbia, para participar de uma "reunião" no centro de "operações das forças militares e policiais".

"Vamos dar uma declaração conjunta com o diretor da polícia colombiana", acrescentou o ministro equatoriano. EFE