Fundação, a Game of Thrones da Apple: fantasia confusa, muitos personagens e um (possível) futuro brilhante

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Lee Pace em
Lee Pace em "Foundation", nova série da Apple TV+ . Foto: Divulgação/ Apple

A tarefa de adaptar Asimov nunca é simples e fica ainda mais complicada quando se trata de Fundação, considerada uma das maiores obras do maior autor de ficção científica da história. A missão ficou com a Apple, que nos primeiros quatro episódios mostra quão complexo será adaptar tantos conceitos, tantos personagens e uma saga que molda boa parte das obras do gênero até hoje.

O início do seriado deixa óbvia a dificuldade de materializar as discussões que Asimov faz entre ciência e religião, governo e sociedade. O roteirista David S. Goyer tenta abraçar muitos tópicos e personagens ao mesmo tempo e com isso torna a série uma amálgama de conceitos e jornadas. Não há sequer um episódio que uma nova linha narrativa não surja, que uma nova teoria seja explicada ou que um grande acontecimento ocorra - tudo tem grande impacto, e quase nada parece definitivo.

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Neste sentido, Fundação passa uma sensação semelhante a Game of Thrones na primeira temporada. A confusão causada pela mitologia apresentada pode afastar os mais leigos, mas abraça os fanáticos por Asimov ou aqueles que anseiam por uma série como a da HBO. O problema fica na imensa quantidade de personagens, nomes e caminhos que a trama pode (ou não) seguir.

Entre a necessidade de simplificar Asimov e ser fiel às discussões propostas nos livros, Fundação não parece ainda encontrar o equilíbrio necessário para se colocar entre as séries mais populares do momento. No entanto, não foi tão diferente com Game of Thrones na estreia. Com o tempo, a audiência aceitou a fantasia de George Martin e tornou Westeros, uma franquia dos anos 1990, algo tão popular quanto Harry Potter. O futuro de Fundação pode ser esse, mas vai depender mais da evolução do roteiro e adaptação em si do que da audiência, pois esta está sedenta por uma nova Game of Thrones há anos.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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