Fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, morre na Itália vítima de pneumonia

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ROMA — O empresário italiano Calisto Tanzi, que transformou uma pequena empresa familiar na potência alimentar multinacional Parmalat, morreu no sábado, aos 83 anos, em um hospital de Parma, cidade no centro da Itália onde fez fortuna, disse sua família. Segundo agências de notícias, a causa da morte foi pneumonia.

Tanzi, um dos empresários mais famosos da Itália, esteve envolvido em um dos maiores escândalos fiscais da Itália. Em 2003, a Parmalat entrou em colapso, quando um rombo financeiro de 14,5 bilhões de euros foi identificado no balanço patrimonial da empresa, levando-a à falência, que eliminou as economias de mais de 150 mil pequenos investidores e teve reflexo nos setores bancário, esportivo, turístico e de entretenimento.

A Parmalat chegou a ser uma das maiores companhias da Itália até sua quebra, em 2003, após um longo processo judicial. Descobriu-se que a empresa havia superfaturado seus lucros e vendas durante anos, e o colapso gerou litígios em todo o mundo contra dezenas de bancos.

Apesar da classificação de grau de investimento da empresa na época, as preocupações já giravam sobre o fato de ela não ter explicado por que não usou o dinheiro apresentado em seu balanço patrimonial para cortar dívidas.

Posteriormente, as autoridades descobriram que Tanzi havia escondido tesouros de arte de mestres como Pablo Picasso, Claude Monet e Vincent van Gogh em casas de amigos. Toda a arte foi leiloada em 2019.

Tanzi cumpria prisão domiciliar em função de uma condenação de 17 anos e cinco meses de prisão por fraude de mercado, falência fraudulenta e outras acusações.

Diversidade de negócios

O empresário nasceu em 1938 na pequena cidade de Collecchio, e, aos 22 anos, assumiu a empresa de leite de seu avô. Mais de quatro décadas depois, o grupo Parmalat tinha cerca de 130 fábricas em todo o mundo produzindo leite, iogurte e outros produtos alimentícios.

Seus negócios incluia uma empresa de turismo e uma rede de televisão. Tanzi usou parte do dinheiro de sua companhia também no futebol. Além de comprar o Parma, da Itália, patrocinou na década de 1990 o Palmeiras, ganhando vários títulos importantes com o clube paulista.Também patrocinou equipes de esqui e automobilismo de Fórmula Um.

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