Fundos de pensão de estatais têm rombo de R$ 24 bi, e governo vai brecar aportes extras

Os fundos de pensão de estatais voltaram a acumular déficit no primeiro trimestre deste ano, que chega a R$ 24,2 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). E isso após terem registrado um rombo de R$ 36,4 bilhões em 2020.

Pelas regras vigentes após a CPI dos fundos de pensão, em 2015, as entidades teriam que acionar um plano para equacionar o déficit com contribuições adicionais das empresas patrocinadoras e dos empregados. Ou seja, as estatais teriam que colocar dinheiro, juntamente com milhares de funcionários.

Mas, para evitar um desgaste político ao presidente Jair Bolsonaro a menos de cem dias das eleições, o governo deve impedir este aporte extra. O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), deve suspender, em reunião marcada para quarta-feira, a obrigatoriedade de acionamento de plano para correção do déficit apresentado pelos fundos em 2021.

O CNPC regula o regime de previdência complementar, e o governo tem maioria no colegiado.

Entenda os argumentos que o governo vai usar para brecar os aportes extras e confira os rombos dos principais fundos de pensão este ano em reportagem completa, exclusiva para assinantes do GLOBO.

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